<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882</id><updated>2011-11-12T17:11:21.315-02:00</updated><category term='mais comentados'/><title type='text'>da Lúcia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>108</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-432154215701401654</id><published>2011-11-07T21:48:00.000-02:00</published><updated>2011-11-07T21:48:50.403-02:00</updated><title type='text'>caixas brancas</title><content type='html'>Quando minha tia voltou de uma viagem à Europa, em 90, trouxe, entre muitas coisas, uma boneca para a minha prima. Não era uma boneca qualquer. Era daquelas que considerávamos chiques e as quais tínhamos, então, de tratar com todo o cuidado possível. Praticamente não era uma boneca de brincar, e sim, de enfeitar. Se não me engano, era feita de material que quebrava, talvez porcelana. Tinha o vestido de tecidos nobres para uma boneca, cheio de delicadezas e rendas. O rosto era bem feitinho, com traços finos, o que considerávamos exemplo de uma beleza europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro ao certo da sua cor de cabelo, nem da cor de seu vestido; talvez fosse amarelo. Mas não esqueço da caixa em que a boneca veio: mais ou menos do tamanho de uma caixa de sapatos, de papel duro e branca. Branca, branca, sem nada escrito, sem um número, uma palavra, um logotipo. Na minha experiência de criança, achei aquilo o máximo da sofisticação, se é que tal conceito já existia na minha cabeça. Era lindo. Uma boneca tão fina, dentro de uma caixa simplesmente branca. Nada daquelas caixas que eu estava acostumada a ver no Brasil, cheias de cores extravagantes, fontes das mais inusitadas, todas desejando chamar mais a atenção do que as outras para a sua marca.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu costumava usar essas caixas para guardar coisas no meu armário. Em uma guardava cartas, em outras guardava brinquedinhos, em outra guardava minha barbie com suas roupinhas. De repente me veio na cabeça uma linda imagem: e se todas aquelas caixas guardadas no meu armário fossem brancas? E fui além; imaginei o armário repleto apenas de caixas brancas, uma em cima da outra, todas do mesmo tamanho, se encaixando com perfeição. O que teria dentro delas era outra história,  pois, afinal, quem observasse de fora não veria a imensa variedade de objetos que escondiam, as diversas cores, formatos, tamanhos, a forma caótica com que esses itens se ajeitavam; veria apenas uma cena homogênea, uma periodicidade branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis compartilhar as minhas ideias com minha prima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Às vezes você não acha que seria mais legal se todas as caixas fossem brancas, assim, desse tamanho?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não" — ela respondeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reposta  espontânea e sincera de minha prima me surpreendeu. Então era só eu que pensava aquelas coisas. Comecei a me achar estranha. Realmente, porque alguém iria querer que todas as caixas fossem brancas se, afinal, poderiam existir tantas caixas bonitinhas por aí. Além do mais, por que ficar admirando uma caixa se o principal é o que vinha dentro dela? Será que era possível alguém admirar uma caixa branca, como eu? Minha prima provavelmente a ignorava, talvez, principalmente por ser branca e não trazer nenhum diferencial. Pouco tempo depois de ter voltado à sua cidade e ter colocado sua boneca na prateleira, deve ter jogado a caixa fora, sem dó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo percebendo que ela não ligava para a caixa, não tive coragem de pedir. Afinal, uma caixa daquela não era suficiente; eu desejava muitas delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perceber tudo isso, pensei que poderia ser como essas pessoas que eu imaginava não ligarem para caixas, nem para o fato de serem brancas, coloridas, escritas ou não. Mas eu já não era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-432154215701401654?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/432154215701401654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=432154215701401654&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/432154215701401654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/432154215701401654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2011/11/caixas-brancas.html' title='caixas brancas'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-5097390872415574355</id><published>2011-10-30T21:11:00.000-02:00</published><updated>2011-10-30T21:11:08.482-02:00</updated><title type='text'>alemão</title><content type='html'>O dia em que o encontrei considerei um dia de sorte. Estava cansada dos pedreiros enrolados e picaretas que costumavam prestar serviço no meu prédio. Mas, mesmo com poucas esperanças, fui perguntar ao porteiro se ele conhecia alguém que poderia pregar umas prateleiras e um varal, além de fazer outros servicinhos pendentes no meu apartamento. Foi quando ele apareceu. E logo o porteiro falou: "Acho que o Alemão pode". E voltando-se para ele: "Não pode, Alemão?"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alemão era diferente dos outros. Forte, largo, galego, parecia ter 1,70 de altura x 1,70 de largura. Careca, fazia-me lembrar do tio Fester da família Addams, porém, tinha uma generosidade em seu falar. Combinamos um dia para ele apaecer em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia marcado, Alemão atrasou. Os porteiros me informaram em qual apartamento ele fazia a reforma. Fui até lá. Com um moço, seu ajudante, ele trocava o piso de um apartamento vazio. Fazia o trabalho descalço, acentando aqueles grandes pisos de cerâmica no chão. Seus pés, grandes, gordos, caludos, estavam cobertos de um pó fino, esbranquiçado. Deixou seus assistente continuar o serviço e, para visitar minha casa, calçou seus chinelos respeitosamente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para fazer todo o serviço, Alemão passou três dias pela minha casa. Fez uma revolução. Consertou até o que eu não imaginava. Além de pregar o mini varal e as prateleiras, arrumou a porta do armário da cozinha, as tomadas, mexeu na fiação elétrica, apertou os parafusos da cama e ainda me deu instruções para arrumar os puxadores do armário e das gavetas. Tudo com vontade e energia. A sua posição ao apertar um parafuso na parede, o modo como transferia seu peso para a frente pareciam ser totalmente pensados para que seu corpo se tornasse uma perfeita extensão da ferramenta que usava, fosse uma chave de fenda ou uma furadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria deixar as prateleiras bem firmes, então pediu que eu comprasse buchas raiol, que dariam mais segurança, já que considerava as paredes muito fraquinhas. As buchas raiol praticamente se ancoravam na parede, o que deixou o negócio tão firme que até Alemão não conseguiu apertar os parafusos manualmente. Teve que voltar outro dia com sua furadeira de apertar parafusos. Comentei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É, Alemão. Agora essas prateleiras não saem nunca mais..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito com que respondeu me deu a imoressão de que, para ter minhas prateleiras de volta, provavelmente eu  teria que levar a parede junto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Alemão era assim: tudo era firme, forte, era pra valer.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E quando parecia que ele estava só prestando atenção em seu trabalho, voltou-se para o meu namorado e falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você não se incomoda se eu fizer uma pergunta?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele queria saber se meu namorado tinha bronquite, pois estava ouvindo sua respiração difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não, é rinite", falamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alemão aproveitou para dar uma receita de remédio para bronquite que uma velha tinha dado para ele quando era menino. Por incrível que pareça Alemão já sofrera de bronquite quando menino e dizia ter sido curado pela receita preparada por essa velha de Mato Grosso do Sul, de onde ele vinha. Explicou duas vezes a receita, pois eu pedi detalhes. Tinha que abrir o casco do boi, pegar o tutano e cozinhar. Depois tinha que peneirar e jogar o líquido no café todos os dias, durante não sei quanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas tem que ser no café", reforçava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher e o filho de Alemão estavam no Mato Grosso do Sul. Ele vinha periodicamente para São Paulo fazer serviços. Seu assistente ainda estranhava a cidade grande. Comentou que ainda não tinha se acostumado e que achava os apartamentos daqui muito pequenos. Também evitava pegar o elevador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto pregava o varal, Alemão me contou que voltaria para sua cidade para ficar bastante tempo. Sua mulher iria fazer uma cirurgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei do que era a cirurgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele interrompeu o que estava fazendo, voltou-se para mim, olhando fixamente, com ar sério:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"É de ursa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou então ao varal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o serviço acabou, Alemão cobrou mais barato do que eu esperava. Desejei melhoras à sua mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns dias depois, à noite, eu entrava no meu prédio quando meu namorado viu Alemão lá fora. Estava sentado cabisbaixo. Parecia chorar. Naquela noite quente, o brilho da lua atingia tudo, inclusive Alemão, sentado na muretinha, desolado, deixando triste o seu redor. Pensei se poderia ser alguma notícia da sua mulher. Meu coração partia ao ver aquela muralha desmoronada, os pés de havaianas no chão. Depois disso não o vi mais. Sabendo que fazia muitos serviços para o prédio, resolvi perguntar ao porteiro alguns meses depois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca mais vi", respondeu-me, sem saber me dar mais notícias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-5097390872415574355?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/5097390872415574355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=5097390872415574355&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/5097390872415574355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/5097390872415574355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2011/10/alemao.html' title='alemão'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-9186234234446628056</id><published>2011-10-23T22:14:00.000-02:00</published><updated>2011-10-23T22:17:36.857-02:00</updated><title type='text'>ao senso comum</title><content type='html'>Enquanto o ônibus estava parado no semáforo vermelho, o motorista aproveitou para sair do ônibus rapidamente. Voltou com um copo de café para o cobrador. Lembrei que uma amiga minha já havia contado: eles tinham o costume de descer naquele ponto para buscar água no posto de gasolina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cobrador perguntou: "Está bom?". E o motorista respondeu, sorrindo: "Não sei, não experimentei antes para saber!". Bem humorado voltou ao volante e o cobrador começou a tomar o seu café, em um copo descartável. "Mas está bom", continuou o cobrador com o diálogo. "É, está melhor que antes", completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista voltou-se para trás, entendendo. "É, antes eram eles que faziam. Agora são umas mulheres que estão fazendo".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"É, está bem melhor", disse o cobrador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei pela janela e observei o posto de gasolina: duas ou três mulheres frentistas. Nenhum homem no local. "Será que foram todos substituídos por mulheres?", pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o motorista continuou: "Tudo o que a mulher faz é mais gostoso..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então os dois ficaram por um instante em silêncio, o motorista olhando para o trânsito, o cobrador concentrado em seu café. E eu já começara a imaginar se havia malícia em sua frase, quando o motorista continuou em voz alta sua reflexão, com um tom doce e de admiração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-9186234234446628056?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/9186234234446628056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=9186234234446628056&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/9186234234446628056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/9186234234446628056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2011/10/ao-senso-comum.html' title='ao senso comum'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-6049119156294861880</id><published>2011-09-24T11:09:00.001-03:00</published><updated>2011-09-24T11:12:55.249-03:00</updated><title type='text'>tem sobrando?</title><content type='html'>Desci do ônibus, no meio do caminho entre Augusta e Consolação. Por qual das duas seguir? "Ah, Consolação de novo, não". Direcionei-me para a Augusta. Pela calçada, passo em frente a um homem, velho, de barbas compridas e brancas, sentado no chão. Olho discretamente para ele. Não queria que ele percebesse que eu o queria olhar. Queria disfarçar minha curiosidade. Percebi que foi em vão quando escutei algo como: "Tem sobrando?". Não sei ao certo se foi isso que ele falou. Só sei que em centésimos de segundos eu já estava com uma expressão de quem pede clemência, respondendo: "Não, não tenho". Com a mesma velocidade, voltei o rosto a para frente, continuando a caminhada. O gesto foi rápido, mas a reverberação em meu coração foi mais lenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que fosse ignorado o fato de que eu estava em pé e ele sentado no chão sujo. Queria que não me fizesse pensar se eu tinha ou não algo sobrando. E se, em relação a ele, eu tinha algo sobrando. E o pior é que o homem disse a tal frase de um jeito que parecia mais oferecer algo a mim do que realmente pedir. Afinal, o que ele dissera, na verdade? Será que eu que inventara a pergunta "Tem sobrando?" por imaginar que provavelmente ele me pediria algo? A dúvida ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas semanas depois, estou no mesmo ponto. "A Augusta hoje vale mais a pena", me decidi. Caminhando pela mesma calçada, enxergo lá na frente o homem, sentado no chão, em frente ao mesmo portão da outra vez. Só que agora ele está rodeado de pombos. Uns dois estão em seu braço, outro se sustenta no no dorso de sua mão e uns quatro passeiam pelo chão. Vou me aproximando e, quando chego em frente, tento dar a mesma olhada discreta, apesar de que minha vontade é ficar observando durante horas, conversar com o homem, saber se ele alimenta os pombos, saber se sempre está lá. Novamente minha tentativa de discrição foi em vão. Ouço novamente a sua voz: "Oi!". Voltando-me para ele, respondo sem ter tempo para pensar: "Oi". Nas frações de segundo em que olhei para ele, não pude escapar de me fixar em seus olhos, que sorriam como criança, perto das rugas e da barba comprida e branca. Logo voltei o rosto para a frente, sentindo-me um muro de pedras achatadas pelo sorriso do homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dobrar a esquina, pensei: "Acho que, se um dia ele se for, os pombos vão sentir sua falta".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-6049119156294861880?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/6049119156294861880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=6049119156294861880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/6049119156294861880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/6049119156294861880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2011/09/tem-sobrando.html' title='tem sobrando?'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-8613601044562256697</id><published>2010-09-21T10:25:00.001-03:00</published><updated>2010-09-21T14:16:39.580-03:00</updated><title type='text'>a lebre e a tartaruga</title><content type='html'>Com o sono que acordei hoje, qualquer sapato que pensava em colocar soava como um esforço a mais na minha jornada. Depois de muita relutância, pois teria de romper com o estilo habitual do meu trabalho, resolvi colocar um tênis. Andando ligeira pela Augusta, pois a dificuldade de acordar e a indecisão pelo calçado me atrasaram, de repente me deparei com obstáculos no caminho. Além das pessoas que esperavam o ônibus na calçada, um casal contribuía para tomar todo o espaço restante. Tive que seguir atrás deles, porém percebi que o ritmo dos dois estava muito lento. Olhei para baixo e vi parte do salto da moça, de tamanho exagerado. Era tão alto que dava espaço até para enfeitinhos. Era preto com bolinhas brancas. E com esforço quase sobre-humano a moça tentava se deslocar sobre eles por essas calçadas revoltantemente estragadas da região da paulista. (Se na Paulista já é assim, imagine em outras regiões da cidade). Solidarizando-se com ela, o namorado a ajudava, como alguém ajuda uma velhinha de mais de 80 anos a andar pelas ruas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A calça da moça também não parecia contribuir. Em estilo social, era mais justa que uma legging de academia, evidenciando o traseiro avantajado. Não entendo como algo com a intenção de ser social é usado de forma que pareça vulgar. Não sou contra saltos nem roupas justas, mas há momentos em que é bom refletir. Se um salto, que tem a intenção de transmitir elegância, a deixa andando como uma pata, qual a sua utilidade?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraste com a cena que presenciei de manhã, o que vemos hoje com facilidade são idosas nas ruas com roupas e tênis confortáveis, que lhes dão agilidade nos passos. Como lebres, ultrapassam as moças jovens de saltos escandalosamente altos, que andam a passos de tartaruga. Esse mundo está invertido ou não está?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-8613601044562256697?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/8613601044562256697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=8613601044562256697&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/8613601044562256697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/8613601044562256697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2010/09/lebre-e-tartaruga.html' title='a lebre e a tartaruga'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-3539211356918733513</id><published>2009-07-08T21:14:00.001-03:00</published><updated>2009-07-08T21:16:32.505-03:00</updated><title type='text'>cigarra urbana</title><content type='html'>Então a formiga disse: "Cantou? Então agora dance!"&lt;br /&gt;E foi exatamente isso que eu fiz. Depois de quatro anos e meio cantando em um grupo de coral regularmente, resolvi entrar na dança também. Dança clássica, que é para eu me sentir um pouco da bailarina que sonhava em ser quando criança.&lt;br /&gt;Hoje saí da aula realizada, me sentindo feliz. "Não precisa de mais nada". Todas as lamúrias chatas foram embora. Afinal, pensei, eu canto e danço. &lt;br /&gt;Sou uma cigarra de São Paulo. Uma cigarra urbana. Porém, formigas, tratem de saber que as cigarras se modernizaram, mudaram com o tempo. E assim eu sou uma cigarra trabalhadeira. Acordo cedo, passo oito horas no emprego de segunda a sexta, estudo à noite e mantenho a casa em ordem. Temos mesmo que cantar e dançar. Porque virar uma formiga rabujenta, ninguém merece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-3539211356918733513?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/3539211356918733513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=3539211356918733513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/3539211356918733513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/3539211356918733513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2009/07/cigarra-urbana.html' title='cigarra urbana'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-7125434896097001092</id><published>2009-04-23T18:08:00.000-03:00</published><updated>2009-04-23T18:10:58.753-03:00</updated><title type='text'>reencontrei minha identidade</title><content type='html'>Antes que eu perguntasse qualquer coisa para o moço do guichê, bati meus olhos no vidro que nos separava e falei de alegria: "Minha identidade!". Lá estava ela, esse tempo todo, a mostra na bilheteria do cinema. Ele me pediu documento para comprovar e eu tive meu RG de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei feliz por não ter pedido uma manha inteira de sábado em um poupa-tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha ligado para o "achados e perdidos" do shopping e não sabiam dela. Lembro que perguntei se havia possibilidade de estar na bilheteria e me falaram com pouco ânimo que talvez. Acho que me deixei contagiar por esta falta de esperança, o que explica o fato de só quase 20 dias depois eu ter tomado a iniciativa de verificar se o documento estava com o pessoal do cinema. Isto que a bilheteria fica a um quarteirão de minha casa e está dentro do meu percurso de todos os dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava tão tomada com algumas tristezas nos últimos tempos que não tive muito ânimo de procurá-la. Mas ela ficou lá quietinha, a minha espera. Não imaginava que estava tão perto e que seria tão fácil encontrá-la. Minha identidade querida, que feliz reencontro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar na rua, estava com o olhar mais radiante do que quando entrara no shopping. Havia cor e vitalidade nas maçãs do rosto. Minha bolsa parecia estar completa novamente. Emitíamos luz neste final de tarde chuvoso. O caminhar era como uma dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava na foto. Ficava feliz. Tinha idéias de refazer o documento com a mesma foto 3x4, se fosse preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha identidade não saiu totalmente ilesa depois de passar esse tempo em mãos de outras pessoas. Estava sem a capinha de plástico. Perdeu parte de sua proteção. Mas isso eu arrumo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-7125434896097001092?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/7125434896097001092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=7125434896097001092&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/7125434896097001092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/7125434896097001092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2009/04/reencontrei-minha-identidade.html' title='reencontrei minha identidade'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-7954974692240698778</id><published>2009-02-27T20:07:00.000-03:00</published><updated>2009-02-27T20:10:19.745-03:00</updated><title type='text'>uma mulher se maquiando</title><content type='html'>Uma mulher se maquiando chama a minha atenção. Gosto de ver como as cores e os traços modificam seu rosto. Apesar de a etiqueta dizer que não se deve maquiar em público, não deixo de encontrar mulheres que se maquiam diariamente em ônibus e no metrô. Mesmo com o balançar do transporte público, com as freadas bruscas, não se avexam e lascam da bolsa o lápis preto. Em um momento de pura concentração e dedicação, e também de certo perigo, fazem os traços de acordo com sua personalidade: finos ou largos, suaves ou marcantes, curtos ou longos, camuflados ou evidentes. Às vezes se quer um efeito sombreado, outras um traço preciso. O agito do veículo some nesse momento compenetrado. Tudo para. E eu mergulho nesse instante, com seriedade, acompanhando cada passo, esperando visualizar com sucesso o antes e depois, como naqueles programas de TV. Observo que o estojo de pó está pela metade e penso: “Essa deve se maquiar todo dia para ir ao trabalho”. Ou sinto uma leve frustração quando vejo que o esfregar insistente da esponja com pó compacto no rosto não causa efeito algum, pelo menos para a minha percepção. “Será que ela acha que faz?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher em frente ao seu pequeno espelho quase não nota a presença dos outros ao seu redor. Está com seu olhar fixo em seus próprios olhos, que vão ganhando novo visual com o lápis, o delineador, a sombra, o rímel. Ou tem seus olhos voltados para a maçã do rosto, que às vezes ganha &lt;span style="font-style:italic;"&gt;blush&lt;/span&gt;. Também fica entretida com uma espinha, uma manchinha, as olheiras, que serão cobertas de base, pó ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pan cake&lt;/span&gt;. Enfim, está atenta a pequenas partes do rosto, limitadas pelo espelho, mas que formam um todo, que ela por enquanto não vê, e sim, os passageiros mais atentos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, entra com cara de sono em uma estação e sai radiante em outra. E assim permanecerá, até que, à noite, o algodão, a loção demaquilante, o sabão e água da torneira mostrem no rosto, com mais ênfase, o cansaço de um dia todo, os sinais das emoções vividas e as olheiras, que parecem estar ligeiramente mais fundas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-7954974692240698778?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/7954974692240698778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=7954974692240698778&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/7954974692240698778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/7954974692240698778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2009/02/uma-mulher-se-maquiando.html' title='uma mulher se maquiando'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-5376078264383768499</id><published>2009-02-09T20:51:00.002-02:00</published><updated>2009-02-09T23:10:40.983-02:00</updated><title type='text'>diálogo</title><content type='html'>Sinto que as almas estão presas. Vejo nas ruas almas apertadas, outras debatendo-se, outras sufocadas. As pessoas andam curvadas, andam ansiosas, desanimadas, mas não sabem onde estão sua alma, sequer pensam que têm alguma. Suas mentes a aprisionam. Suas mentes dão espaço demais pro julgamento alheio, para o objetivo de ser um vencedor dentro dos parâmetros criados por outras pessoas que também estão preocupadas com o julgamento alheio. Nossa mente cria muitos medos, cria muitas regras e se mune para não sofrer de novo as desilusões do passado. Porém, às vezes a munição pode ser pesada demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você se lembra? Você me dizia que aos 17 anos gostava de andar pulando pela Avenida Paulista, só para ver a cara de desdém daquelas gravatas, daqueles saltos altos. Hoje, se alguém passa assim por você, talvez você ignore também, ou então dê um sorriso sutil, nostálgico. Parece que os grandes sonhos povoavam com mais facilidade a nossa mente. E hoje a gente tem o hábito de dizer logo depois de confessar algum plano: É... a situação não está fácil. Nada está fácil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente tenta se encaixar em um lugarzinho, mas a nossa alma não se encaixa. Ela não gosta de se encaixar. Ela gosta de ser livre, de voar, de sentir o vento. Também gosta de um aconchego, mas um aconchego do jeito dela e não daquilo que dizem pra gente que é aconchego. A gente pode até fingir que acredita, mas ela não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-5376078264383768499?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/5376078264383768499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=5376078264383768499&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/5376078264383768499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/5376078264383768499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2009/02/dialogo.html' title='diálogo'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-8965603993475212538</id><published>2008-04-23T23:36:00.001-03:00</published><updated>2008-04-23T23:39:08.805-03:00</updated><title type='text'>até que foi rápido</title><content type='html'>(Para entender o título, leia o post anterior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ando escutando o que vejo. Onde foram parar os momentos de contemplação durante as viagens de ônibus, durante o caminhar na rua? Onde foram parar as observações, os momentos de sensibilidade que alimentavam este blog? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São raros os momentos em que escuto o que vejo, e mesmo quando isso acontece, as idéias viram bilhetinhos, anotações em agendas, em murais, chegam até virar frases soltas em arquivos do computador, mas há tempo que não saem disso. Muitas são abortadas de início, sem tempo de se desenvolverem ao menos um pouquinho. Outras se perdem por aí, ficam na espera; às vezes se cansam e vão viajar, outras se perdem. E eu sou cúmplice. Sei o que acontece, mas deixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo de contemplação no ônibus virou hora de dormida automática. Momento único no dia de aproveitar a carência de sono que parece nunca cessar. Posição sentada, banco duro, balanço, barulho, o transitar de pessoas não são mais obstáculos. Em poucos minutos o corpo adormece e só acorda de vez poucos segundos antes do ponto final. Passar do ponto sem querer? Não! Não temos tempo a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mais tempo para ter receio de se misturar àqueles dormidores profissionais de ônibus. A cabeça balançando conforme o movimento do transporte público, de forma natural. Outras cabeças com o pescoço voltado para trás, a boca aberta. Outras quase pendendo no ombro do passageiro ao lado, porém, devido a uma habilidade sem igual, não chegam a encostar. Quando estão quase no ponto de tocar o ombro alheio, o movimento do ônibus e a vigília os levam de repente para o lado oposto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se abro os olhos de relance, é a cena que vejo ao meu redor. Olhos fechados, pescoços inclinados, e as cabeças balançando... para lá e para cá... para lá, e para cá... até que os olhos se abram assustados, descobrindo que o ponto de descer está próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo que não vejo do ônibus aqueles homens na calçada que passam por uma mulher e depois olham para trás para olhar a sua bunda. E mesmo se visse, talvez não encontrasse tempo para escrever sobre o assunto. A enxurrada de atividades do dia quase não permite... ela nos vai empurrando, empurrando... e a gente deixa. Eu deixo. A agitação, a correria viraram porto seguro, o nosso lar. O que fazer sem elas? &lt;br /&gt;Assim sobra tempo demais para pensar... e isso pode dar medo. Sobra tempo demais para escrever... e aí? O que fazer com todo esse tempo de solidão? Que tipo de pensamentos virão? Que tipo de texto sairá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os momentos de coragem existem... eu sei que existem porque este texto está aqui. As pessoas gostando ou não. Eu gostando ou não. Hoje o fio da idéia passou por mim e eu o peguei. Me concentrei para não perdê-lo durante a caminhada para casa. Penso em quantas vezes não o vi, ou quantas vezes cheguei a pegá-lo, mas logo larguei. A mulher vestida de noiva caminhando ao léu na Paulista, às duas da tarde, sozinha e em dia útil, a mulher que briga com o motorista se o sinal fecha e ele não conseguiu passar; essas e outras cenas estão por aí. Imagino um leitor falando: “Não faça isso, não nos abandone.” Provavelmente não tenho notado sua voz. E então ficamos distantes. Mas sei que podemos nos aproximar novamente. Sei que o fio da idéia está por perto e, se prestarmos atenção, podemos pegá-lo. Pode ser o início de uma grande amizade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;texto escrito em 12/4, de madrugada&lt;br /&gt;relido hoje&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-8965603993475212538?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/8965603993475212538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=8965603993475212538&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/8965603993475212538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/8965603993475212538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2008/04/at-que-foi-rpido.html' title='até que foi rápido'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-6713671918496960088</id><published>2008-04-23T23:16:00.002-03:00</published><updated>2008-04-23T23:23:24.304-03:00</updated><title type='text'>saudade</title><content type='html'>Meu blog,&lt;br /&gt;que saudade de você!&lt;br /&gt;Tanto tempo que não postava nada, que até me esqueci que agora você está vinculado ao Gmail. &lt;br /&gt;Fui lá com a minha velha e boa senha, com meu velho e bom login... E o que aparece? A página do Gmail, pedindo o mesmo login e a senha do e-mail. &lt;br /&gt;Que bom que você continua aí. E eu? Por onde tenho andado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensaiei um texto semana passada... mas faltou coragem para publicar. Espero publicar logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com carinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-6713671918496960088?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/6713671918496960088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=6713671918496960088&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/6713671918496960088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/6713671918496960088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2008/04/saudade.html' title='saudade'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-1731131102395138205</id><published>2007-05-21T23:51:00.000-03:00</published><updated>2007-06-04T23:57:52.633-03:00</updated><title type='text'>a mulher no restaurante</title><content type='html'>Ficava curioso com aquela moça que às vezes aparecia no restaurante. Já havia ficado meses sem aparecer, já havia também aparecido duas vezes na mesma semana. Aquela noite havia aparecido novamente; desta vez tarde, quando faltava pouco para o expediente se encerrar. Chegou sozinha, como na grande parte das vezes. Depositou seus livros, a bolsa, o casaco em cima da mesa. Vinha direto da rua, um pouco cansada, já um pouco zonza de conviver o dia todo com a agitação, o barulho e as malícias da grande cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se satisfeita, como dissesse “agora é hora do meu descanso”. Ela observou uma mesa com amigas e mais duas com casais. Já devia saber o que iria pedir, pois foi só o garçom chegar à mesa, que ela fez o pedido sem hesitar. Havia olhado o cardápio brevemente, como se já o conhecesse muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua experiência de garçom, de longos anos, já havia visto muitas mulheres sozinhas no restaurante, mas essa chamava sua atenção: não só por ter ido ao restaurante vezes suficiente para que os garçons gravassem sua fisionomia, mas por ter algo especial, por parecer fazer questão de ir sozinha tantas vezes, enquanto poderia esperar um momento em que tivesse companhia. Além do mais era uma mulher bonita, dessas que qualquer um poderia perguntar: “O que faz uma mulher tão bonita estar sentada sozinha?”. Ele achava que ela tinha uma beleza elegante, uma fineza no jeito de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas gostava era do momento que ela levava o copo de chop pela primeira vez à boca. Costumava admirar a espuma branca e cremosa e dava um gole de prazer. A partir daí o mundo ao redor ia ficando longe para ela, que ia se absorvendo cada vez mais nos pensamentos. Na face, um pouco de tristeza, um pouco de esperança; às vezes o brilho no olhar tornava-se mais intenso. As memórias a distraíam. Alguns lugares do restaurante também lhe despertavam lembranças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garçom já a havia visto com algumas companhias: alguns namorados, dois ou três, uma vez com família, outras vezes divertindo-se com amigos, uma vez quase chorando com amigos. Os namorados passaram, os amigos se revezavam, mas ela, sozinha, vira e mexe voltava. Talvez pensasse em um amor do passado, que já estivera com ela naquele lugar, talvez até pedisse o mesmo prato, só para recordar. Talvez pensasse em um amor futuro. Talvez não pensasse em nada disso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas nenhum amor daqueles a olhava agora, talvez nem lembrasse dela, ou talvez ainda não a conhecesse. Nenhum namorado podia olhar agora aquela beleza, muito rara para ele, simplesmente porque geralmente vive na sua ausência. É a beleza da mulher quando está sozinha, com ela mesma, que curte e aproveita as riquezas de sua solidão. Nesse momento ela se fortalece, alimentando seus mistérios, seus pensamentos e sentimentos inatingíveis.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Ela pagou a conta, cumprimentou alguns dos garçons, saiu com postura e a cabeça ereta, provocando uma leve brisa de esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-1731131102395138205?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/1731131102395138205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=1731131102395138205&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/1731131102395138205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/1731131102395138205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2007/05/mulher-no-restaurante.html' title='a mulher no restaurante'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-1871476614740778114</id><published>2007-03-24T21:30:00.001-03:00</published><updated>2007-03-26T22:31:27.447-03:00</updated><title type='text'>aqueles raros momentos</title><content type='html'>Como disse no post anterior, estou sozinha em casa, gripada, nesta noite de sábado. Mas coisas boas acontecem também nessas horas. Uma delas é que, ao escrever, olhei para a janela do meu quarto e vi a lua, uma meia lua, que amanhã será crescente. Raramente vejo a lua da janela do meu quarto. Inclusive, durante mais de um ano achei que isso não era possível, que a posição da minha janela impedia tal proeza. Foi quando numa madrugada em que estava acordada percebi meu quarto se clarear todo, com uma luz que não parecia a lâmpada acesa do apartamento em frente ao meu. Era uma luz bonita, de outra cor, serena, fantástica. Era difícil acreditar, quando olhei o céu, que uma lua cheia maravilhosa vinha nos visitar, vinha fazer parte da vista da minha janela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que aquela descoberta e a presença da lua tornou aquele momento muito mais especial. Não sei quanto às outras pessoas, talvez nem se lembrem, talvez nem a viram. Aliás, quantas vezes a lua não deve ter feito parte da vista da minha janela e eu nem percebi, por estar dormindo ou ocupada com outra coisa? Esse é um daqueles momentos raros em que eu a vejo. Também, se não fosse tão raro, eu talvez nem me importaria. E talvez este texto não estaria escrito aqui, para gosto ou desgosto do leitor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-1871476614740778114?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/1871476614740778114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=1871476614740778114&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/1871476614740778114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/1871476614740778114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2007/03/aqueles-raros-momentos.html' title='aqueles raros momentos'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-8764207553166692211</id><published>2007-03-24T20:57:00.000-03:00</published><updated>2007-03-26T22:28:09.800-03:00</updated><title type='text'>depois de tanto tempo</title><content type='html'>Depois de tanto tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de oito meses sem escrever nada neste blog, tenho minhas dúvidas de que alguém ainda tenha a paciência de entrar aqui. Há algumas semanas ou meses venho pensando em escrever, guardando algumas idéias, porém só hoje consegui arrumar um tempo. Fui obrigada a arrumar um tempo. Já que estou gripada e, em vez de ir a uma festa de aniversário de um amigo, que imagino que será bem divertida, estou tendo de passar a noite de sábado sozinha, em casa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao fundo escuto uns exercícios de técnica vocal gravados por um coralista que está contribuindo bastante para aumentar a monotonia deste momento. Ao som do piano, vozes femininas ou masculinas cantam “uuuuu” ou “oooooo” e “brrrrrrrrr”. E além disso, ouço a professora, com voz cuidadosa, dar instruções como “agora só sopranos e tenores”. Bem... a gravação acabou agora e eu me sinto mais aliviada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho esperanças de escrever nada grandioso ou surpreendente hoje, afinal seria esperar muito depois de tanto tempo sem postar um único texto. O mais provável é que eu encontre minha cabeça entulhada de idéias e imagens que guardei durante todo este tempo e, portanto,  já fico feliz se conseguir não bombardeá-las todas de uma vez aqui, como sei que às vezes costumo fazer. Quem sabe não deixar o bombardeio para o texto seguinte? Seria mais simpático de minha parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas alguém poderia se perguntar: “Mas será que essa menina só está escrevendo aqui porque está doente e não tem mais nada para fazer?” Bem... não sejamos tão rigorosos. Vamos pensar que se trata apenas de uma coincidência. Sei, porém, que para escrever algo é preciso entrar em contato consigo mesmo. Para mim, escrever aqui só é possível quando estou sozinha. Isto não significa que a presença de mais alguém em minha casa me impeça de escrever. Eu preciso estar sozinha com meus pensamentos, sentir a minha solidão e a minha companhia, de que tantas vezes fujo ao me distrair com a companhia de outras pessoas, com compromissos sem fim, com internet e com coisas a fazer. Uma atividade incessante que esconde meu medo de parar e não saber o que irei encontrar.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fazia tempo mesmo. Não estava nem conseguindo acessar minha página. Muito menos sabia que agora esse site é do Google)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-8764207553166692211?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/8764207553166692211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=8764207553166692211&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/8764207553166692211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/8764207553166692211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2007/03/depois-de-tanto-tempo.html' title='depois de tanto tempo'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-115500639082145004</id><published>2006-08-08T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-10-24T21:12:57.742-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mais comentados'/><title type='text'>Raquel e os sapatos</title><content type='html'>Minha mãe está em casa esses dias. Foi muito bom chegar em casa e me deparar com a presença dela. Algumas companhias são tão agradáveis que gostaríamos que elas ficassem por muito e muito tempo. Minha mãe, porém, volta esta semana para a nossa cidade. Mas pretendo viajar daqui um tempo e rever a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de semana passado hospedei um cachorrinho maltês de uma amiga, o Shanty. Ele já tinha ficado em casa quando tinha uns seis meses. Desta última vez, completou um ano de idade. Até comprei uma coleira chiquérrima de presente para ele, que veio acompanhada de chaveiro e mais uma coleira de pescoço com um coração pendurado para gravar o nome. Peguei fácil afeição pelo bichinho. Levava-o para passear; quando estava fora, procurava não ficar o dia todo para não deixá-lo tão sozinho. Quando o entreguei aos donos, senti uma tristeza. Não estava encontrando o ossinho de plástico que ele gostava de morder e fiquei procurando-o durante um bom tempo pela casa na presença de seu dono. Quem sabe não fiz isso para manter o Shanty só mais uns minutinhos em casa? Mas o ossinho não foi encontrado e Shanty partiu sem ele. No dia seguinte, quando cheguei do trabalho, a casa estava silenciosa, sem a agitação do cachorrinho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E costuma ser assim quando me apego às pessoas, mesmo que muitas vezes não demonstre ou  mesmo finja para mim mesma que não estou nem aí. Com namorados não é muito diferente. Acostumava-me com a presença deles em casa e tinha crises de tristeza quando tinham de ir. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Porém hoje me lembrei de uma vizinha de porta no meu prédio da época em que morei em Brasília. Lembro-me até do nome dela: Raquel. Ela tinha dois anos e eu cinco. Mesmo sendo mais velha, às vezes ia brincar com ela. Foi em sua casa que conheci o disco de Jairzinho e Simoni. Eu e meu irmão só tínhamos os do Balão Mágico. Apesar de a Raquel ser mais nova, tinha um pouco de medo dela, principalmente quando se aproximava a hora de eu ir embora. Raquel sabia dificultar a situação. Criava um clima pesado. Escondia meus sapatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de sua mãe os procurando para mim, tentando tirar os meus chinelos de sua mão à força. Muitas vezes não conseguia, e eu tinha de voltar para casa descalça. Sua mãe me dava um sinal dizendo que depois de eu ir ela devolveria os meus sapatos.&lt;br /&gt;Quantas vezes não tive vontade de fazer o mesmo que Raquel: esconder os sapatos das pessoas que gosto para que ficassem mais tempo comigo. Também houve pessoas em que era preferível jogar seus sapatos porta afora para que fossem embora mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel tinha apenas dois anos quando usava esta tática. Não sei por quanto tempo a usou, se ainda a usa ou se inventou técnicas mais complexas. Talvez Raquel tenha percebido, até mesmo antes de mim, que quando as pessoas têm que ir, elas vão, mesmo  descalças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-115500639082145004?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/115500639082145004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=115500639082145004&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/115500639082145004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/115500639082145004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2006/08/raquel-e-os-sapatos.html' title='Raquel e os sapatos'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-115482382013745036</id><published>2006-08-05T21:21:00.000-03:00</published><updated>2006-08-05T21:23:40.150-03:00</updated><title type='text'>lenda do saco de pancadas</title><content type='html'>João agüentava desaforo de todo mundo: do chefe, dos colegas de trabalho, dos parentes, doa amigos. Porém tinha no seu quarto um saco de pancadas. Assim, ao chegar em casa, transformava em socos a sua raiva. Mais aliviado e com as mãos doloridas ia dormir. No dia seguinte, estava pronto para receber mais desaforos. E a rotina se repetia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a noite, enquanto João dormia, o saco de pancadas, cansado de apanhar, chorava. Certa noite, uma fada madrinha que passava por perto em forma de estrela cadente, brilhando muito, mesmo no céu rosado da cidade poluída, ouviu seus lamentos. Transformou-o em um homem forte e bombadão que encheu João de porradas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De manhã, João acordou com o corpo quebrado, os olhos roxos e o rosto ensangüentado. Quando olhou o saco pendurado, que balançava levemente e com marcas de sangue, entendeu tudo. Mal conseguindo se locomover, foi em direção ao saco e o abraçou, caindo no choro. Nisto, o saco se apaixonou por João e João se apaixonou pelo saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, a fada madrinha, que gostava de passear por aquelas bandas, de novo em forma de estrela cadente, avistou o quarto de João e deu uma pirueta. Sentiu o clima entre os dois e resolveu ajudar, com uma ponta de felicidade nos lábios. Transformou o saco para sempre no poderoso, forte e bombado Cauã. Cauã passou a noite ansioso, esperando João acordar. Quando João acordou, deu de cara com Cauã. A fada, que assistia travestida de rolinha no parapeito da janela, fez os sininhos tocarem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os dois resolveram morar juntos e João passou a freqüentar a academia com Cauã. Às vezes os encontro na rua, bombadões, com regata cavada e bermuda, mesmo nos dias frios de inverno. Comparam um poodle toy. (Cauã não quis um pit bull; não gosta de clichês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algumas tardes de domingo, enquanto assistem à TV na companhia do cachorrinho, o desaforo fica miando do lado de fora, em cima do tapete, e arranhando a porta de entrada. Mas João e Cauã já decidiram: não o levam mais para casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-115482382013745036?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/115482382013745036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=115482382013745036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/115482382013745036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/115482382013745036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2006/08/lenda-do-saco-de-pancadas.html' title='lenda do saco de pancadas'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-115396395831774951</id><published>2006-07-26T22:28:00.000-03:00</published><updated>2011-10-24T21:12:57.742-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mais comentados'/><title type='text'>a gota de detergente</title><content type='html'>Estava ontem na Paulista, esperando para atravessar a Augusta. Eu e mais uma multidão de gente, pois era início de noite, e então havia aquele movimento típico do pessoal que sai em massa do trabalho. O carros não paravam de passar, e muitos deles viravam da Paulista para a Augusta de repente. Os pedestres esperavam o sinal ficar verde. Eu, que moro nesta região, sei que a luz verde do sinal de pedestres naquele pedaço é coisa raríssima. Mesmo assim esperava, junto a todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que uma moça resolve abandonar a multidão e atravessar a rua, pouco se importando se havia carros ou não. Em um instante, todo o pessoal avançou também, acompanhando-a. De repente, a rua foi tomada por pedestres caminhando nos dois sentidos. Os carros, que saiam da Paulista ar na Augusta, tiveram de se virar. Pois estava decidido que a vez não era mais deles, apesar de o sinal estar aberto. Os pedestres dominavam. Os carros ficaram parados, formando uma fila que invadia parte da Avenida Paulista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei impressionada. Bastou um simples toquinho para que todos, que até então estavam parados,  se colocassem em movimento. Penso: se era tão fácil assim atravessar a rua, porque esperavam até aquele momento, então? Provavelmente não sabiam direito porque estavam parados, muito menos porque estavam depois em movimento. Esperavam apenas porque todos esperavam. A primeira a atravessar a rua foi como um ímã. As pessoas simplesmente a seguiram, talvez sem mesmo se tocar se dava ou não para passar, se havia carros passando, se o sinal estava verde ou vermelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já falei em um post desses que muitas vezes, distraidamente, sigo alguém que resolve atravessar a rua, mesmo com o sinal fechado ou com automóveis passando. Já no meio da rua, quando vejo um carro se aproximar, percebo que nem havia reparado se era tranqüilo ou não atravessar. Hoje mesmo aconteceu uma situação parecida com um senhor. Eu estava de um lado da rua, ele de outro. Do meu lado eu tinha uma boa visão dos carros. Como estava atrasada, calculei e passei. Ele, que até então esperava, ao me ver passando, atravessou também. Acho que se assustou um pouco quando viu que um carro estava tão próximo. Parece que também foi na inércia. Fiquei pensando: “sinto muito. Não te pedi para confiar em mim.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que esse estado quase hipnótico, além de acontecer comigo ou com aquele senhor, também acontece com uma multidão. Isso me fez lembrar uma cena daqueles almoços de domingo com toda a família. Na cozinha, reparava naquelas travessas engorduradas que seriam lavadas. Cheias de água, forma-se uma camada de óleo na superfície. Quando pequena, ficava brincando de pingar detergente nesse óleo, para ver como tão rapidamente ele se separava. Era quase mágico como toda aquela camada se afastava só por causa de uma gota de detergente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-115396395831774951?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/115396395831774951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=115396395831774951&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/115396395831774951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/115396395831774951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2006/07/gota-de-detergente.html' title='a gota de detergente'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-115336305276149034</id><published>2006-07-19T23:36:00.000-03:00</published><updated>2006-07-20T23:38:24.243-03:00</updated><title type='text'>Felisberto</title><content type='html'>Às vezes nem sentia falta dela, às vezes nem lembrava que ela existia. Chegava a pensar que havia sido melhor assim. Afinal, o que faria junto de uma pessoa que não gostara dele? Ou gostara? Bem... melhor pensar que não... Bem... e se tivesse gostado, o que adiantaria, se hoje não gostava mais, se nem sequer devia lembrar-se de sua existência, se estava apaixonada por outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felisberto tentava pensar em todas as coisas que havia ganhado com o término de seu namoro: mais amigos, mais tempo, havia voltado-se mais para si mesmo. Lera mais, procurara novas músicas para ouvir, assistira a diversos shows, concertos, filmes. Participara de mostras, festivais, circuitos do que quer que seja. Estava também escrevendo mais, apesar de achar que sua idéia fixa na ex o fizera perder um pouco a criatividade. Sentia-se chato, repetitivo em seus textos; só sabia falar de si mesmo, não conseguia reparar em coisas interessantes ao seu redor. Passou então, a falar de sua dor usando outros personagens. Falar em primeira pessoa estava ficando um  porre e além do mais, ao usar outros personagens, tinha ainda a possibilidade de inventar algumas coisinhas para tornar a história mais interessante do que a sua vida, que julgava ser tão desinteressante.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eram seus personagens agora quem passavam por seu sofrimento. De vez em quando inventava personagens femininas, para que pelo menos a mulher criada por ele pudesse entender o que estava passando, já que a que ele amava pouco se importava. Estava muito entretida com outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, às vezes Felisberto deixava os sentimentos chegarem, e às vezes vinham tão forte que o derrubavam na cama. Percebia que a falta dela era enorme ainda, e isso doía. E já que doía, ele aproveitava para cultivar a dor com as lembranças. E aí lembrava, lembrava... Lembrava daqueles momentos que ela parecia amá-lo tanto. Lembrou-se até de que ela ficava triste quando ele ausentava-se. Lembrava de seus olhos felizes ao acordar, lembrava do medo que ela tinha de ele terminar. Será que ela não imaginava que seria ela quem terminaria, que hoje ele estaria rodeado de lembranças enquanto ela apagaria facilmente tudo da memória?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Queria achá-la feia, burra, chata, sei lá o que. Mas não achava. Havia se apaixonado, portanto, desde o primeiro dia em que ganhara o seu amor, teve medo de perdê-lo. E será que realmente algum dia o ganhara? Triste medo que o acompanhou... Acabou perdendo mesmo. O que sobrou para ele? Talvez só a oportunidade de dizer: “Eu não disse? Eu tinha razão”. Mas no dia em que tudo aconteceu, sequer disse isso. Não teve vontade. Percebeu que mesmo tendo razão, isso nada adiantaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-115336305276149034?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/115336305276149034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=115336305276149034&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/115336305276149034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/115336305276149034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2006/07/felisberto.html' title='Felisberto'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-115275591029301274</id><published>2006-07-12T22:56:00.000-03:00</published><updated>2006-07-12T23:00:52.236-03:00</updated><title type='text'>eu percebi</title><content type='html'>Hoje vou falar dum lado feio. Afinal, quem eu quero impressionar? Como quase todos os dias, saio atrasada de casa. Pretendo falar sobre isso ainda num post posterior. Saio correndo até o elevador. Se ele não está no meu andar, espero ansiosa. Saio correndo, o que provavelmente faz o porteiro se apressar para mandar abrir o portão. Do portão, saio correndo até a esquina, para atravessar a rua. Se o sinal está fechado, espero ansiosa. E às vezes, se estou distraída e vejo alguém atravessar a rua, vou junto na inércia, sem me tocar se o semáforo está verde ou vermelho. Quando me toco que está vermelho, fico brava, pois percebi que nem me toquei direito do que estava fazendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem... mas então assim que o sinal fica verde, eu saio em disparada como uma boiada que passa por uma porteira aberta. Corro o quanto posso até o metrô. Quando estou muito atrasada, não me satisfaz o ritmo da escada rolante. Na escada rolante, vou descendo os degraus, e já tirando o bilhete da bolsa, para não perder tempo. Passo pela catraca e tenho mais uma escada rolante pela frente. Geralmente esta já é mais lotada e, portanto, mais difícil de descer caminhando. Mas não desisto. Se algum distraído está encostado do lado esquerdo da escada, onde a passagem devia estar liberada, eu o desvio. E assim, vou costurando as pessoas até chegar ao trem. Se o trem está quase saindo e já deu o sinal, eu ainda tento entrar. Dou um salto e caio dentro dele. Olho o relógio e faço as contas. Poucos minutos para as 9h. Penso: “Amanhã eu saio mais cedo, acordo mais cedo, durmo mais cedo”. Enfim, quase todos os dias penso a mesma coisa. Não conto a minha saída do metrô porque, leitor, é só imaginar algo parecido com a minha chegada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Porém, hoje teve algo que me chamou a atenção nesta minha rotina. Já estava na parte de passar pela catraca, quando me deparei com uma pequena fila. Tentei rapidamente passar para a outra catraca, porém também estava congestionada. Uma menina estava se atrapalhando para passar o bilhete e a sua amiga, logo atrás, disse: “Anda! Tem fila!”  Sim, a fila era eu, que estava atrás dela, provavelmente com cara de ansiosa. Enfim, a menina passou, e então a amiga quis passar com agilidade para desbloquear o caminho e então se atrapalhou. Gostaria de ressaltar que tudo isso deve ter durado cerca de alguns segundos, mas para a cabeça de alguém que está com pressa, a mesma cena parece durar muito mais tempo. Observei o que estava dificultando sua passagem. Ela estava tentando inserir o passe virado para baixo. Pensei em avisá-la, mas a pressa era tamanha que pensei que um aviso como “é para cima” poderia demorar demais. Mas também não tive muito tempo para pensar, já que a menina, diante de sua confusão, desistiu brevemente de passar o bilhete e abriu caminho. O que fiz? Passei. E passei com pressa. Foi tudo muito rápido, mas enquanto descia correndo a escada rolante, a cena da mão da menina, tentando fazer a máquina engolir o seu bilhete de cabeça para baixo ficava na minha cabeça. Eu não falara nada. Uma tristeza me invadiu. Eu não falara nada à ela. Como eu não falei nada? O que custava eu falar algo? Dar uma dica? Eu sabia como ajudá-la e não ajudei. Ela se preocupou com a minha pressa. E eu a deixei com o seu problema, tão fácil de resolver... Sem contar que os amigos dela, que já haviam passado pela catraca, riram dela quando ela teve de abrir caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti-me mal. Senti-me como aquelas pessoas que tanto critiquei que ficam na escada rolante obstruindo o lado reservado para a passagem. Senti-me como aquelas pessoas que não esperam os outros descerem do trem para entrar, e assim vão entrando, empurrando as outras com o corpo, indiferentes, como se os outros fossem apenas alguma coisa feita para atrapalhar a sua entrada. Lembrei-me daquelas pessoas que num metrô lotado sentam no banco reservado para idosos, como se nada tivesse acontecendo. Lembrei-me dessas pessoas que de tanto fazer o mesmo caminho todo os dias, de tanto ver todos os dias tanta gente (e é tanta gente!), já não olham mais para o lado, não olham mais ao redor, não olham mais. Seus movimentos são quase automáticos, seus ouvidos estão voltados para a sua música, seus olhos estão voltados para o seu livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto muito. Escrevo isso agora com pressa. Pressa para dormir. Os olhos ardem, a cabeça pesa. De novo a pressa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fico feliz por uma coisa. Apesar da minha atitude de hoje, eu percebi. Não saí indiferente. Triste, talvez, seja quando a gente não percebe mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-115275591029301274?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/115275591029301274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=115275591029301274&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/115275591029301274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/115275591029301274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2006/07/eu-percebi_12.html' title='eu percebi'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-115230700868387665</id><published>2006-07-07T18:15:00.000-03:00</published><updated>2006-07-08T19:38:18.383-03:00</updated><title type='text'>origami</title><content type='html'>Um sapinho verde, um tsuru azul e um pássaro laranja. Os três pequenos origamis amontoados sobre a escrivaninha, do lado do aparelho de DVD. Arrumo-os com carinho e eles retornam ao seu lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro da época em que os adquiri, há uns 4 meses: no ônibus, em uma tarde, voltando para casa. A viagem duraria cerca de uma hora. Um moço sentado a minha frente, tinha um livro nas mãos. Reconheci: ORIGAMI. Minha mãe o comprou quando eu era pequena. Trazia vários papéizinhos quadrados, fininhos e coloridos, e eu tentava seguir as explicações do livro para fazer as dobraduras. Me diverti bastante e cheguei a fazer as dobraduras do início, que eram mais fáceis. Às vezes arriscava, sem muito sucesso, aquelas tão bonitas dos níveis mais avançados. Depois o livro foi para a prateleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro do moço parecia ser novo, além do mais que ele tinha ainda vários papéis coloridos. Começou então a fazer as dobraduras, e eu, atrás, observando. Reconheci os formatos. Ele não precisava consultar o livro, já havia memorizado. Minha faixa de visão era o vão entre os bancos. Mas eis que chegou uma menina e sentou-se ao lado dele, e para minha infelicidade, reclinou o banco, o que dificultou ainda mais a minha visão. Imaginei que se interessaria pelas dobraduras, porém, ela, indiferente, dormiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da indiferença da menina, senti-me mais próxima do moço. Como se tivéssemos mais coisas em comum do que imaginássemos. Puxei assunto. Ele olhou para trás, pois provavelmente não havia reparado que eu o observava.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Conversamos, falei que tive o livro quando era pequena. Ele o havia comprado no domingo na Liberdade, o dia anterior. Ele me contou dos formatos diferentes que conhecia. De um pingüim, de um alien, se não me engano. Ou seria um ET ou um robocop? Não me lembro. Mas sei que fiquei curiosa. Ele me disse que eram dobraduras muito complexas. Foi aí que ele me ofereceu a dobradura que havia acabado de fazer. Aceitei. Aí ele me deu outra. Perguntei se não faria falta,e ele me disse que já tinha várias na mochila. E aí me deu mais uma. Fiquei feliz. Um pouco de cor para mim, que estava com o coração despedaçado havia mais ou menos uma semana.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O  moço não deve imaginar como as dobraduras foram importantes para mim. Até hoje, quando estou triste, se lembro de olhar para elas, sinto um reconforto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na Teodoro ele desceu. Usava uma bolsa à tiracolo. Lá na frente do ônibus, olhou para trás. Eu percebi. Nos outros dias não mais o vi. Quem sabe na outra segunda, no mesmo horário? Também não. E na outra segunda? Nada. Depois esqueci. Mas às vezes relembro, quando, de repente, noto que o sapinho verde, o tsuru azul e o pássaro laranja, mesmo mais amaçados e empoeirados, ainda estão aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-115230700868387665?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/115230700868387665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=115230700868387665&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/115230700868387665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/115230700868387665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2006/07/origami.html' title='origami'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-114879108371856401</id><published>2006-05-28T01:35:00.000-03:00</published><updated>2006-06-11T02:07:00.356-03:00</updated><title type='text'>roteiro</title><content type='html'>Grande parte das mulheres que conheço adoraram filmes como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Diário de Bridget Jones&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Fabuloso Destino de Amélie Poulain&lt;/span&gt;; eu sou uma delas. Pode ser que o leitor ache um desses muito melhor que o outro, ou não goste mesmo de nenhum deles. Eu os cito porque acho que têm algo em comum, e uma dessas coisas é que ambos conseguem mostrar de forma bonita ou mesmo divertida as situações chatas, tediosas por que passamos no dia-a-dia. Conseguem até tornar admiráveis nossas esquisitices. Aquela anônima noite de sábado que você passa sozinha em casa sem que ninguém se lembre de sua existência no cinema se transforma numa bonita cena vista por milhares de expectadores. Quantos não viram Bridget Jones se entupir de sorvete em frente à TV e cantar "All by myself"? Eu, por exemplo, que numa solitária noite de sábado escrevo isto aqui no meu micro, comendo torradas com o resto de patê que sobrou da festinha de quinta-feira, estaria sendo vista com simpatia por milhares de pessoas. Por isso, decidi bolar aqui, um roteiro de cinema para mim. Sim, e, o máximo que puder, vou tentar preencher os requisitos exigidos para uma típica personagem de cinema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O filme poderia, por exemplo, começar com a personagem no elevador, chegando depois de um cansativo dia de trabalho e de estudos. E para seguir a regra, ela tem que ter um vizinho estranho. Eu tenho um vizinho estranho, e, por coincidência, pego muito o elevador com ele. Ele mora no meu andar. Às vezes ele vê que vou subir e pede para eu esperá-lo. Então ele vem correndo, pesadamente, até o elevador. Chega ofegante, como sempre, e conta, com pausas excessivas para respirar, as histórias da rua naquele dia. Ele anda o dia todo pelo bairro, conversando com o dono da banca, com os taxistas, com o porteiro. Sempre me diz que está gordo, e ele está mesmo muito, muito gordo, e que o médico disse que ele tem de operar. Às vezes lembra de dizer que sua tia lava roupa, e que se eu estiver interessada... Outro dia subi com um copo de refrigerante, e ele, cansado, suado e ofegante como sempre, pediu um gole. Resolvi deixar o copo com ele, ele pegou e nada falou. Saiu tomando quando abrimos a porta do elevador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar em casa, deparo-me com uma situação nova na minha vida. Meu irmão mais novo veio morar comigo, no meu grande apartamento de um quarto. Agora ele mora na sala. No início, houve disputa de território, medição de força. As brigas estavam tornando-se violentas e cheguei a ficar preocupada com o nosso futuro, mas felizmente nada ruim aconteceu. Percebi que apesar de anos mais novo, ele é muito mais forte do que eu, e tive, então, de recuar. E ele percebeu que se ele não cedesse também, teria que lidar com a minha admirável capacidade de irritá-lo. Como seres sensatos, hoje vivemos numa razoável paz. E ele às vezes chega a trazer lanches para mim enquanto estou no micro. &lt;br /&gt;Bem, mas todos esses detalhes poderiam cansar o expectador, e devem ter cansado você, leitor que ainda não parou de ler isto aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a personagem poderia já estar em casa e enquanto isso seu irmão estaria cantando por perto as músicas que ele aprendeu no cursinho para melhor gravar o conteúdo da matéria: “Se você comeu um bife/você comeu proteína/ forma amônia e uréia/ e esses saem pela urina” (cantar com melodia de Parabéns para você). E é isso que ela escuta várias noites, numa voz meio desafinada de adolescente, competindo com a música clássica da rádio Cultura FM, que ela põe para tocar quase toda noite. Quando ele não canta as músicas do cursinho, gosta de repetir sempre o mesmo refrão de Chico Buarque: “Quando você me deixou meu bem, me disse para ser feliz e passar bem”. E ela inevitavelmente é induzida a lembrar da desagradável situação do fim de seu namoro, ocorrido há menos de três meses. Ah! Havia esquecido de dizer: como toda típica personagem desses filmes, a minha personagem encontra-se solteira também e passou por desilusões amorosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua em algum capítulo posterior... pelo menos é o que pretendo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-114879108371856401?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/114879108371856401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=114879108371856401&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/114879108371856401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/114879108371856401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2006/05/roteiro.html' title='roteiro'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-114704037943442107</id><published>2006-05-07T19:18:00.000-03:00</published><updated>2006-05-07T19:19:39.453-03:00</updated><title type='text'>a dança</title><content type='html'>Era um lugar para dançar. Desses só para dançar. Uma colega me apontava no meio do salão dois homens que julgava dançarem bem. Um deles era o “japonezinho magrinho”. Não achei muita graça, mas ela disse: “Parece que ele é tão leve!”. &lt;br /&gt;Muito tempo depois, eis que o “japonezinho magrinho” se dirige até nós. Faz uma breve inclinação com os joelhos e estende a mão. Parecia que queria dançar comigo, mas como minha colega estava do meu lado, olhei para ela. Então veio a dúvida: Afinal? Com quem ele queria dançar. Se não era com ela, fingi que sim, já que ela era a maior interessada em dançar com ele. Na música seguinte, ele dirigiu-se até mim e disse: “agora você dança comigo”. Eu não conhecia muito bem aquele ritmo, mas ele, no meio daquela barulheira, daquela confusão de casais se trombando e se pisando, ensinava-me com uma paciência de monge e com uma voz zen os passos e algumas dicas para dançar melhor. Ao final da dança, considerei-me um fiasco e até achei que ele poderia estar meio arrependido de ter me chamado. &lt;br /&gt;Algumas músicas depois, inacreditavelmente, ele me tirou de novo para dançar. Desta vez era um ritmo o qual eu sabia dançar bem e foi aí que pude sentir sua leveza, já que a dança fluiu. Não senti aquele peso da condução masculina que geralmente as mulheres sentem em uma dança. Mas com toda a sua leveza, ele conduzia. Era como se eu dançasse sozinha, mas segurando uma pena em uma das mãos, e esta pena, como num passe de mágica, dizia-me o que fazer, quais passos dar, quando rodar. Eu havia transcendido, estava em um estado superior da alma, as pessoas ao redor haviam sumido para mim, a barulheira da música sumira, só restara a sua essência que ainda fazia os casais se movimentarem todos no mesmo ritmo. Já estava muito segura, quando no meio de um giro, senti uma paulada no meu cotovelo. Sim, eu girara e batera o cotovelo em sua cabeça. Não foi uma batida tão fraca, pois senti a dor refletida em mim. Quando retornei meu corpo em direção ao seu, estava desconcertada. Ele disse que não havia sido nada. Não acreditei muito, mas tentei acreditar e esquecer para poder continuar a dança. &lt;br /&gt;Talvez eu já tenho feito algo do tipo com outros homens, como pisar no pé, por exemplo. Mas nada de que me lembre muito bem. Pois afinal, sabia que eles eram mais fortes e uma pisadinha aqui ou ali não faria tanta diferença. Com o “japonezinho magrinho” era diferente. Sentia-me um brutamontes. Parecia ter cometido um ato de grande violência a tamanha delicadeza. A dança acabou. O japonezinho continuou na festa, mas não me tirou mais para dançar. Acho que nem minha colega. Pensei que talvez fosse pela minha cotovelada. Talvez por achar que eu não dançava muito bem. Talvez fosse mesmo por motivo nenhum. Tentei não pensar. O que adiantaria?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-114704037943442107?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/114704037943442107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=114704037943442107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/114704037943442107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/114704037943442107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2006/05/dana.html' title='a dança'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-114455160408968957</id><published>2006-04-08T23:58:00.000-03:00</published><updated>2006-04-09T00:04:10.366-03:00</updated><title type='text'>pão de mel</title><content type='html'>Naquela noite, a lua estava linda. Na noite seguinte, já não estaria tanto, pois o céu estaria nublado. Mesmo assim, não fiquei muito triste nesta noite seguinte, pois sabia que a lua estava lá, apesar de não conseguir vê-la. Cheguei em casa pensando em escrever sobre um breve momento de felicidade que tivera. Logo depois desisti. Tinha a impressão de que escrever sobre momentos de felicidade dava azar. Lembrei-me do texto da joaninha fiel, que me fez pensar que muitas vezes as pessoas estão por perto sem que a gente se toque. Só que tempos depois de ter escrito o texto, percebi que muitas vezes também a gente não se toca de que certas pessoas já não estão tão perto como gostaríamos.&lt;br /&gt;Talvez não seja questão de azar. Talvez a questão seja simplesmente o fato de que os momentos de felicidade não duram para sempre, assim como os de tristeza muitas vezes dão lugar a momentos de felicidade. &lt;br /&gt;Mas sei que naquele dia, o do céu nublado, tive uma vontade louca de comer um doce. À tarde, do trabalho, liguei duas vezes para o serviço de entrega da padaria. Perguntei se tinham sonho. Não tinham. Minutos depois, pensei. Talvez tenham lua-de-mel ou carolinas. Liguei novamente: também não tinham. A padaria havia sido vendida para outra pessoa e assim, reduzido sua variedade de produtos. Tive de me conformar. Passaria a tarde sem doce. Quem sabe compraria um na faculdade. Talvez, quando chegasse lá, nem estivesse mais com vontade. &lt;br /&gt;Na faculdade, durante o intervalo, entrei na fila para comprar um chocolate. Nenhum dos chocolates me interessava muito. Desmotivada, escolhi um. Antes de pagar, minha amiga apareceu na fila e disse: “Você vai comprar chocolate. Não compre, vou te dar um pão de mel”. Não entendi direito, mas confiei e saí da fila. Ela então tirou um lindo pão de mel a mochila e me deu. A irmã dela estava fazendo para vender. Experimentei. Estava delicioso, fofíssimo! Muito melhor do que o chocolate que iria comprar. Fiquei maravilhada. A tarde inteira esperando por um doce, e à noite, um pão de mel chegava até mim. A noite ficou muito mais feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-114455160408968957?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/114455160408968957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=114455160408968957&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/114455160408968957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/114455160408968957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2006/04/po-de-mel.html' title='pão de mel'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-114291033394980208</id><published>2006-03-21T00:03:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T00:05:33.963-03:00</updated><title type='text'>os miseráveis</title><content type='html'>Domingo peguei um ônibus na Consolação em direção ao centro. Umas amigas me esperavam para uma peça de teatro gratuita em um teatro perto da Igreja da Consolação. Entrei no ônibus e só havia lugares no fundo. Na verdade, o fundo estaria quase vazio, se não fosse três adolescentes e um bebê. Um deles, quieto, estava só na última fileira e na frente dele, dois, sentados um ao lado do outro, conversavam. Uma menina e um menino que segurava o bebê. Reparei que o moço estava com os pés sujos e descalços. Sentei-me ao lado deles e pude ouvir trechos da conversa. &lt;br /&gt;Ela dizia: – Sim, minha filha ficava numa creche perto daquela favela. &lt;br /&gt;Mas você saiu daquela, foi para onde?&lt;br /&gt;– Minha mãe quis. [...] tava caindo...&lt;br /&gt;– Longe, né? Mas lá onde eu tô é tudo predinho. Agora é tudo predinho. Só que lá é bem nojento. Agora tá melhor. Prenderam o nojentão que mandava lá. &lt;br /&gt;De repente lembrei do nome da peça que iria ver: Os miseráveis. &lt;br /&gt;Não pude mais ouvir a conversa, pois avistei a Igreja, levantei-me  e andei em direção à porta. O ônibus parou e eu deixei o Jaçanã. Afinal, eu tinha que ver Os miseráveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-114291033394980208?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/114291033394980208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=114291033394980208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/114291033394980208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/114291033394980208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2006/03/os-miserveis.html' title='os miseráveis'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-113796712697754775</id><published>2006-01-22T19:57:00.000-02:00</published><updated>2011-10-24T21:14:09.854-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mais comentados'/><title type='text'>a joaninha fiel</title><content type='html'>Um dia ela apareceu no meu quarto e se instalou no meu criado-mudo improvisado. Era uma joaninha maior do que as que estava acostumada a ver. Verde, meio metálica, com pintinhas pretas. Imaginei que em poucas horas sairia voando pela janela, da mesma forma que suponho ter chegado no meu quarto, que fica no décimo primeiro andar. Mas para minha surpresa, na noite seguinte ela ainda estava lá. Surpreendi-me ao encontrá-la, de madrugada, encostadinha atrás do controle remoto, talvez tentando se proteger da luz da televisão. A partir daquela noite, declarei-a minha amiga. Seria uma companhia para as noites solitárias.&lt;br /&gt;Na outra noite, procurei- a atrás do celular, do controle remoto, do despertador, sem sucesso. Pensei: “desta vez ela foi embora”. Quebrei a cara novamente, quando percebi que ela estava grudada atrás do criado-mudo. Comecei a acreditar que não me abandonaria tão facilmente. &lt;br /&gt;Certo dia sumiu novamente. Não a encontrei nos lugares que habitualmente costumava ficar. Conformei-me, pensando que para uma joaninha, tinha ficado até tempo demais. Dias se passaram, e uma tarde, quando estava mudando alguns móveis e objetos de lugar, reencontrei a  joaninha. Ainda morava no meu quarto. Cheguei até a pegá-la para transportá-la para um lugar mais seguro, mas ela grudou no meu dedo, e eu, assustada, arremessei-a com força. Neste momento, vi que ela sabia mesmo voar, pois com classe e leveza, pousou em uma das partes do móvel do computador. Fiquei com receio de ela  ter ficado ressentida. Resolvi deixá-la em paz a partir de então. Ela já havia desbravado grande parte do quarto e já era comum encontrá-la em diversos cantos diferentes. Acostumei com o fato de a joaninha morar no meu quarto e passei a lembrar-me dela com menos freqüência. Não sabia quanto tempo vivia uma joaninha nem quando ela iria resolver sair voando mundo afora. Hoje, varrendo o quarto, levei um susto, quando junto com a sujeira, a joaninha apareceu. Tinha me esquecido dela. Abaixei-me e tentei brincar com ela. Empurrei-a para lá, para cá, virei-a de barriga para cima. Nenhuma reação. Em suas patinhas já acumulava-se pó. Ela vivera no meu quarto todo este tempo. E eu que pensei que ela não ficaria um dia sequer na minha companhia. A joaninha estava aqui, eu é que havia me esquecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-113796712697754775?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/113796712697754775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=113796712697754775&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/113796712697754775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/113796712697754775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2006/01/joaninha-fiel.html' title='a joaninha fiel'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112762202796835397</id><published>2005-09-25T01:19:00.000-03:00</published><updated>2011-10-24T21:14:09.854-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mais comentados'/><title type='text'>assinatura</title><content type='html'>Sinto se te incomodo, leitor, mas as lembranças de infância continuam povoando a minha mente, e não me deixam. E penso que talvez será assim durante a minha vida. Aliás, acredito que os momentos da nossa infância sempre irão nos cutucar de vez em quando. Mas você pode, quem sabe, encontrar algo interessante na passagem que contarei a seguir. De repente, vi-me com duas opções: ou escrevia esta lembrança ou não escrevia nada, pois não conseguia me empolgar com outro assunto. Depois de muito tempo com a dúvida, optei por escrever. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincava com a minha prima em um dos quartos vazios da casa de nossos avós. Eis que chegam nossos dois irmãos mais velhos, com folhas de papel e caneta na mão. Eles nos perguntaram se tínhamos uma assinatura. Nós, simples meninas de cinco anos, nem sabíamos direito o que era isso. Então, vimos naquele momento uma oportunidade de adquirir uma. A explicação era simples: “Faça um rabisco nesta folha, do jeito que vocês quiserem”. Mas havia uma ressalva: “quanto mais complicada for sua assinatura, mais difícil será de alguém imitá-la”.&lt;br /&gt;Para mim, que desde pequena não gostava de ser imitada por ninguém, aquilo foi um estímulo e tanto. E minha mente foi invadida por desejos de grandiosidade! “Posso usar a folha inteira?” – perguntei. “À vontade” - respondeu o meu irmão. &lt;br /&gt;Peguei a caneta com paixão e ansiedade. Rabisquei furiosamente a folha, fazendo todos os movimentos possíveis e imagináveis. Os traços iam para todas as direções, se cruzavam, se sobrepunham. O resultado final foi uma folha tomada por um gigantesco rabisco que quase não dava vez para os espaços em branco.  &lt;br /&gt;Satisfeitos, eles pegaram as nossas folhas. Depois de examiná-las, disseram: “Agora, vocês tem que fazer outra igual”. Uma grande frustração tomou conta de mim de repente, que logo foi substituída pela ira! Como eu poderia imitar aquele enorme rabisco? Quis que ninguém conseguisse imitá-lo, mas me dei conta que nem eu mesma podia! Senti-me enganada, traída! Minha assinatura tinha se perdido, tornara-se algo inatingível. &lt;br /&gt;Não lembro direito como foi a assinatura da minha prima, provavelmente também não daria conta de refazê-la, mas lembro que ela se conformou. Eu, ao contrário, queria descontar a minha raiva nos dois, mesmo que fossem maiores e mais fortes do que eu. Gritei, esbravejei, mas sabia que nada faria mudar a assinatura. Eles haviam me instigado a criar uma armadilha e eu havia caído nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obs- hoje tenho outra assinatura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112762202796835397?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112762202796835397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112762202796835397&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112762202796835397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112762202796835397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/09/assinatura.html' title='assinatura'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112612671075569216</id><published>2005-09-07T17:56:00.000-03:00</published><updated>2005-09-07T18:13:45.546-03:00</updated><title type='text'>não gosto de despedidas</title><content type='html'>Ela tinha vindo da Bahia para Brasília e morava no meu apartamento. Joana era uma moça morena, tinha os cabelos pretos, lisos e compridos e só andava de saias rodadas que beiravam os joelhos. Cuidava de mim e do meu irmão. Contava histórias de sua terra, e falava de jerimum, e de outras coisas de lá. Leite para ela, era leite-de-coco. E eu ficava deslumbrada quando ela me falava que lá os pequis eram enormes, carnudos. Que maravilha seria poder comer daqueles, eu que estava acostumada a raspar com os dentes a escassa poupa dos pequis goianos, chegando quase a correr o risco de ter a língua tomada pelos espinhos de seu caroço. Lembro que ela assistia conosco ao Jornal Nacional e toda noite, no final do programa, respondia alto para  para a TV: “Boa noite!” &lt;br /&gt;Um dia acordamos e Joana não estava em casa. Lembro que desci ao térreo com minha mãe, e o porteiro disse que tinha visto ela ir embora com suas coisas. Deixou uma carta. Eu ainda não sabia ler, mas lembro-me muito bem da enorme lista de nomes que colocou depois de explicar os motivos pelo qual havia partido. Estes nomes eram de todas as pessoas que havia conhecido enquanto estivera conosco: nossos parentes, nossos amigos. Não disse apenas “abraço a todos”. Fez questão de nomear uma por uma as pessoas para quem mandava abraços. Fiquei impressionada como conseguiu lembrar de tanta gente. Meus pais ficaram muito tempo lendo até terminar toda a lista. &lt;br /&gt;Mas porque falo de Joana agora? Fazia muito tempo que não me lembrava dela, porém sua imagem me veio à tona em uma dessas madrugadas, em que eu assistia da cama um programa na TV Cultura que exibe concertos, o Repertório. O apresentador, Artur da Távola, faz breves interrupções para falar sobre a obra que está sendo tocada  e sobre o seu compositor. Gosto tanto do programa, ou melhor, da música, que gostaria que ele durasse muito mais, pois aí eu poderia dormir antes de vê-lo terminar. Porém, enquanto ele não acaba, não consigo dormir, porque quero assisti-lo até o final. É uma contradição.&lt;br /&gt;Da última vez que o vi, ele estava especialmente bom. Eu torcia para que não acabasse, mas não houve jeito. E um momento a música acabou  e o apresentador apareceu e disse “E agora Repertório se despede” e outras coisas mais que já não consigo lembrar, talvez pela grande tristeza que senti. Por um breve momento tive raiva dele, por acabar o programa assim, enquanto eu queria mais. Depois me senti triste, abandonada... Percebi então como eu tenho dificuldades com despedidas, mesmo que seja de um programa de TV. Foi aí que lembrei de Joana e entendi melhor porque ela falava “Boa Noite” para o Cid Moreira. Talvez lembrei dela quando Artur da Távola se despediu porque talvez no fundo, bem no fundo, eu tivesse vontade de dizer para ele: “Poxa, fica mais um pouquinho! Põe outra orquestra para tocar! ” Mas a certeza de que não me ouviria deve ter reprimido qualquer pensamento deste tipo.&lt;br /&gt;Não sei dizer ao certo se Joana acreditava ou não que Cid Moreira iria ouvi-la, mas de qualquer forma respondia. Imagino que se eu fizesse o mesmo que ela me sentiria ainda mais só. Seria o mesmo que responder uma carta que nunca fosse chegar ao destinatário. E falando nisso, acho que até tentei escrever, com o meu irmão, uma carta para Joana depois que ela partiu. Nem sei se ela havia deixado endereço. Nem sei se a carta chegou, ou sequer se foi enviada. &lt;br /&gt;No encerramento do Repertório, a lembrança de Joana veio junto com as de despedidas, tanto despedidas de um telejornal que volta na noite seguinte como de pessoas que dificilmente voltaremos a ver. E eu senti como é duro, para quem fica, lidar com o silêncio de quem saiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112612671075569216?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112612671075569216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112612671075569216&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112612671075569216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112612671075569216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/09/no-gosto-de-despedidas.html' title='não gosto de despedidas'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112520254676941371</id><published>2005-08-28T01:07:00.000-03:00</published><updated>2005-08-28T01:15:46.770-03:00</updated><title type='text'>mendigos</title><content type='html'>O leitor que acompanha este blog deve ter perdido a conta de quantos posts meus falam de mendigos. Aos que se irritam com isto, sinto muito, mas não consigo me controlar. Pois é muito difícil passar por eles indiferente, ainda por cima porque muitas vezes estão fazendo coisas curiosas, como dar socos no ar ou falar coisas sem sentido. &lt;br /&gt;Toco neste assunto agora, pois foi justamente a minha observação em dois mendigos hoje de manhã que me levou a escrever o post abaixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112520254676941371?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112520254676941371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112520254676941371&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112520254676941371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112520254676941371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/08/mendigos.html' title='mendigos'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112520080561695410</id><published>2005-08-28T00:38:00.000-03:00</published><updated>2005-08-28T14:12:02.643-03:00</updated><title type='text'>mc dia feliz</title><content type='html'>Na Paulista, carros em fila com bexigas coloridas, bandas de música. Fuzuê. Na calçada, dois mendigos, um de frente para o outro, devorando seus big macs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, espero que as crianças recebam o máximo de ajuda possível e possam ficar bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112520080561695410?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112520080561695410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112520080561695410&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112520080561695410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112520080561695410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/08/mc-dia-feliz.html' title='mc dia feliz'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112519975836936129</id><published>2005-08-27T23:12:00.000-03:00</published><updated>2005-08-28T14:11:22.316-03:00</updated><title type='text'>Marte mais brilhante</title><content type='html'>Vi em jornais, recebi por e-mails a notícia de que esta noite Marte estaria tão próximo da Terra como não ficava há 5 mil anos. E diante de previsões que cogitam a possibilidade de que evento parecido pode se repetir talvez só daqui a 60 mil anos, senti-me até no dever de não desperdiçar o fenômeno. Hoje, na despedida de um amigo, algum convidado chegou a lembrar no início da festa da notícia, mas depois de horas de  cervejas, cachaças, cantorias, conversas e gritarias, tenho minhas dúvidas de que alguém se lembrava que Marte estava no céu, se é que alguém se lembrava que existia céu. Eu também haveria me esquecido, se quando chegasse em casa não tivesse ouvido antes de dormir uma música que falava sobre o brilho das estrelas e da lua. Então, conferi na agenda do meu micro (sim, eu anotei)o dia e o horário do acontecimento, e me toquei que o pico do evento havia acontecido poucos minutos atrás. Olhei então para o céu entre as persianas e enxerguei somente meu armário refletido na vidraça. Levantei, encostei os olhos nos vidros para que a luz do meu quarto e nem dos outros apartamentos atrapalhassem a minha visão. Pouco adiantou; vi entre o pouco espaço que os prédios deixaram, um céu claro, quase lilás e com nuvens. Não me contentei e levantei os vidros da minha antiga janela. Coloquei a cabeça para fora e pude confirmar minha decepção: o céu estava muito claro e com muito esforço via-se o brilho de uma estrela quase escondido entre as nuvens. Um desânimo maior: nem sabia onde poderia estar Marte. Descobri depois que estaria ao Leste. Percebi que não sabia nem mais onde era o Leste. Minha única referência era a direção da Zona Leste da capital. E se o Leste estivesse do lado onde o apartamento não tinha janelas? Teria de descer para a rua e eu já estava de pijama. Com certa tristeza, então, desisti da empreitada. Perdi a oportunidade de vê-lo e acho que muitas pessoas também. &lt;br /&gt;Pensei então que seria até hipocrisia me preocupar tanto com o brilho de Marte, se ultimamente mal tenho visto nesta cidade a Lua ou as estrelas. Muitas vezses por esquecer, por falta de oportunidade ou porque o céu de São Paulo não nos dá condições para isto. Tento não pensar muito nos céus que estava acostumada a ver nas cidades menores em que morei ou nas fazendas, praias ou ranchos por que passei: céus escuros, repletos de estrelas, nos quais era possível identificar facilmente as constelações.&lt;br /&gt;Mas tirando a decepção, sabe o que mudou na minha vida ter perdido o evento? Penso que nada. Em um breve curso de astronomia, vi pelo telescópio dois planetas, nãosei mais dizer com certeza quais. Foi muito bonito e emocionante, mas se nunca os tivesse visto, provavelmente nem sentiria a falta desta experiência. E quando penso que o evento de Marte pode tornar a se repetir só daqui a 60 mil anos, lembro de quantos eventos que poderão nunca mais se repetir que nós não participamos. Cada ser humano nasce apenas uma vez e acredito que cada um nunca será igual ao outro. Portanto, este é um evento único em toda a eternidade.&lt;br /&gt;A despedida do meu amigo que irá morar em Londres não se repetirá mais, pelo menos não mais deste jeito. E tenho certeza faria muito mais falta para mim ter perdido esta festa do que a aproximação de Marte. Sim, sentirei inúmeras vezes mais falta do meu amigo, do qual gosto e costumo ver com certa freqüência, quando ele estiver em outro país do que Marte, quando voltar a se afastar da Terra, e não importa quantos anos-luz isto seja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112519975836936129?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112519975836936129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112519975836936129&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112519975836936129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112519975836936129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/08/marte-mais-brilhante.html' title='Marte mais brilhante'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112497750987591835</id><published>2005-08-25T10:28:00.000-03:00</published><updated>2011-10-24T21:15:16.961-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mais comentados'/><title type='text'>bbb - barrigas, bebês e baboseiras</title><content type='html'>Às vezes fico tão envolvida com a idiodice ao meu redor e até com a minha própria, que esqueço que ela está em toda a parte do mundo. Mas ontem uma notinha no jornal fez questão de não me deixar esquecer. Fiquei sabendo que os holandeses, não contentes mais com o tradicional formato do Big Brother, criarão uma nova versão (talvez até porque as variantes com gordos, políticos e o diabo a quatro já estão ficando obsoletas). &lt;br /&gt;Agora a casa será ocupada apenas por mulheres grávidas, e que cumpram o requisito de estarem no sexto ou sétimo mês de gestação. Sim, pois a intenção é que as finalistas tenham o parto dentro da casa. Que maravilha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112497750987591835?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112497750987591835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112497750987591835&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112497750987591835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112497750987591835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/08/bbb-barrigas-bebs-e-baboseiras.html' title='bbb - barrigas, bebês e baboseiras'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112466933809774958</id><published>2005-08-21T20:59:00.000-03:00</published><updated>2005-08-21T21:08:58.106-03:00</updated><title type='text'>aniversário</title><content type='html'>Não quis deixar de fazer esta observação: percebi hoje que meu blog completou um ano há pouco menos de um mês. 30 de julho. Fiz, então, uma visita por todos os posts já escritos. Durante esta longa viagem ao tempo, percebi que meus posts eram muito mais curtos. Hoje arrisco escrever uns maiores, para azar ou (quem sabé até...)sorte do leitor. Não tenho tendência a escrever textos longos ( é até um desafio para mim) e também acho que não dão muito certo para blogs. De qualquer forma penso assim: tudo bem, sejam longos, mas sejam interessantes! Um dia consigo esta proeza!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112466933809774958?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112466933809774958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112466933809774958&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112466933809774958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112466933809774958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/08/aniversrio.html' title='aniversário'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112466337452809735</id><published>2005-08-21T17:59:00.000-03:00</published><updated>2005-08-21T20:25:27.860-03:00</updated><title type='text'>pés no chão</title><content type='html'>Depois do sucesso arrebatador de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pontos finalíssimos&lt;/span&gt; (02/09/2004), que contou com a expressiva participação de 1 comentário, escrevo mais uma de minhas memórias de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, quando anoto o número de um telefone ou um número qualquer perto de uma pessoa mais observadora, ela comenta: "Nossa, como você faz o três engraçado!" Ou se não: "Olha, você faz o oito diferente!". Sim, sei explicar o porquê. É porque tenho o costume de começar a fazer alguns dos números de baixo para cima. Daí esta sensação das pessoas de que algo está estranho. E imagino que esta minha prática vem de longos anos. Pois tenho ainda forte em minha memória uma cena da minha infância em que desci para o parquinho com minha mãe carregando papéis e lápis de cor. Lembro que sentei no chão, apoiei o papel em um banco de cimento e comecei a elaborar meus desenhos, como sempre fazia. Foi que surgiu uma chilena que morava em um dos apartamentos próximos e falou:&lt;br /&gt;- Que curioso! Ela começa a desenhar pelos pés!&lt;br /&gt;Com a fala da mulher, interrompi meu desenho, olhei para o alto até alcançar o seu rosto e depois olhei novamente para o papel. Na folha, realmente, havia ainda dois pés e duas pernas que haviam sido interrompidas na altura do joelho, e que talvez,  não fosse o comentário, poderiam muito bem já estar na altura das coxas.&lt;br /&gt;Talvez alguém me pergunte: "por que começar um desenho pelos pés enquanto a maioria das crianças começa pela cabeça?". E eu diria: "vai entender o que se passa na cabeça de uma criança..." Mas esta não é a resposta pertinente para este caso, porque até hoje entendo muito bem o motivo da minha antiga técnica artística. &lt;br /&gt;Afinal, como saber o local exato do papel onde se desenhar a cabeça para não correr o risco de, ao continuar o corpo para baixo, não se deparar de repente com a falta de espaço? É claro, eu não queria meus bonequinhos com pernas atrofiadas ou coisas do tipo! Queria-os o mais proporcional porssível! Dariam-me, então, a idéia de colocar a cabeça bem no alto do papel e ainda usá-lo verticalmente. Tudo bem, mas tudo depende do tamanho da cabeça! Além do mais, poderia me deparar com a sobra de espaço e também não queria meus homenzinhos flutuando no papel como astronautas! Certo, aceito o argumento de que, neste caso, poderia, então, desenhá-lo pisando em uma montanha e aí o problema estaria resolvido. Sim, uma solução razoável para o desenho chapado de uma criança, sem noções de perspectiva.&lt;br /&gt;O fato é que começar minhas pessoas da base do papel, com os pés bem firmados no chão dava-me uma segurança muito maior. É como se tivesse consciência de que dificilmente acertaria o local ideal e o tamanho correto da cabeça para que o corpo coubesse proporcionalmente no papel.   &lt;br /&gt;Penso hoje que poderia pouco me importar com proporções, posições dos desenhos ou este tipo de coisas e começar o desenho do jeito que desse na telha. Mas preferia não arriscar...  É, realmente eu gostava de ter os pés no chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112466337452809735?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112466337452809735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112466337452809735&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112466337452809735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112466337452809735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/08/ps-no-cho.html' title='pés no chão'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112365397097711727</id><published>2005-08-10T02:35:00.000-03:00</published><updated>2005-08-10T03:06:10.986-03:00</updated><title type='text'>dentro da Lanchonete Angolana</title><content type='html'>À noite, de volta para casa, do ônibus, ela quase sempre vê na Augusta o mendigo que durante toda a tarde fica na rua ao lado, às vezes quieto, às vezes gritando coisas sem sentido e assustando quem passa. Sim, mas é incrível como que à noite, em frente à Lanchonete Angolana, ele parece ter de volta toda a sua socialidade, sempre com um copo na mão e de vez em quando conversando com alguém. Para ela, ele sempre parecera alguém incapaz de dialogar com quem quer que fosse. &lt;br /&gt;Um dia, depois de meses vendo a mesma cena, ela levantou-se antes do seu ponto. Meio hesitante, apertou o botão para parar. Por um momento se arrependeu, mas quando o ônibus parou, não havia ninguém mais para descer,e ela, meio sem jeito, saltou do ônibus. A Lanchonete Angolana estava do outro lado da rua. Pensou em continuar a pé o caminho para casa, mas por que estava alí? Tomou coragem e atravessou a rua. Passou ao lado do mendigo, ele com sempre, estava na calçada, com um copo plástico na mão, e não a percebeu. Ela ficou aliviada. Nos bancos altos dos balcões, dois homens bêbados conversavam com os donos do bar. Ela entrou: todos a olharam e ela quis ser transparente naquele momento. No cantinho, uma figura feminina: uma mulher morena, em uma mesa, com um homem careca. Será que eram casados?   &lt;br /&gt;Sentou do lado desta mesa, que era a que lhe trazia uma imagem mais familiar. Não que houvesse tantas opções. O bar era minúsculo e contava com apenas três mesinhas espremidas além do balcão.&lt;br /&gt;Não tinha a mínima noção do que iria pedir. Quando lhe perguntaram, pediu no susto um copo de café. Ela não tinha costume de tomar café, muito menos às 11 horas da noite. Recebeu um copo americano com café quase até a borda. Tirou da mochila a folha com duas músicas que havia impresso naquela tarde e tentou se distrair com elas: "Se você não me queria, não devia me procurar, não devia me iludir, nem deixar eu me apaixonar". Arriscou olhar ao redor. Mal estar. Fixou os olhos novamente na folha de papel: "Don't let me down, don't let me down. Nobody ever loved me like she does". Músicas de fossa, pensou. Olhou aquele famoso pote com salsichas em conserva. Pensou em pedir uma, nunca havia experimentado. Olhou para o moço do balcão, ele olhou para ela, mas ela não teve coragem e perguntou timidamente: "Quanto é o café?". Colocou o papel de volta na mochila, levantou, pagou e saiu apressada. Andou com passos rápidos e largos até o ponto seguinte e esperou o próximo ônibus. O café ficou quase inteiro, ainda quente, na mesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112365397097711727?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112365397097711727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112365397097711727&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112365397097711727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112365397097711727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/08/dentro-da-lanchonete-angolana.html' title='dentro da Lanchonete Angolana'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112365193951957257</id><published>2005-08-10T02:12:00.000-03:00</published><updated>2005-08-25T10:51:48.283-03:00</updated><title type='text'>sim, peguei o buquê</title><content type='html'>A mulherada se reunia eufórica e a noiva já estava se preparando, de costas para elas. Disse à colega do meu lado: "Vamos lá". "Fujo disso", ela respondeu. "Da última vez, uma baixinha rasgou o meu vestido". Vi que o negócio podia ser violento mesmo. Depois de insistir em vão, resolvi: "Eu vou lá". Como ficar de fora de umas das brincadeiras femininas mais divertidas nos casamentos?&lt;br /&gt;Fiquei no canto. Pensei: "não estou na direção da noiva, só pego se ela tacar bem torto!" O que seria bem improvável, na minha opinião. A noiva, de costas, levou com as duas mãos o buquê para o alto. Momentos de emoção. Gritaria histérica. Senti um leve arranhão da moça da frente no meu dedo, mas não adiantava mais: o buquê estava nas minhas mãos.&lt;br /&gt;No dia seguinte: "Não acho que você vai casar agora...". Respondi: "Eu também não". E me lembraram de algo: "Mas segundo a tradição, quem pega o buquê é a próxima a casar". De repente, um susto. Havia me esquecido disso. Quando entrei no meio da mulherada, não queria ser a próxima a casar, apenas ter a gostosa sensação de posse daquele objeto tão cobiçado. Ah, e se um dia eu decidisse casar, já teria algo a meu favor: ter pego o buquê.    &lt;br /&gt;E agora? Não me agradava a idéia de ser a próxima. E pensei: "Caramba, se for assim, vou encalhar toda a mulherada da festa. Elas vão querer fazer uma fila para me socar!" Comentei isto com os amigos no dia seguinte e a minha colega, que não quisera participar da disputa do buquê, falou: "Viu, foi bom eu não ter entrado".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112365193951957257?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112365193951957257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112365193951957257&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112365193951957257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112365193951957257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/08/sim-peguei-o-buqu.html' title='sim, peguei o buquê'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112365064087247356</id><published>2005-08-10T01:48:00.000-03:00</published><updated>2005-08-10T02:11:50.890-03:00</updated><title type='text'>Cinco amigos</title><content type='html'>Cinco amigos em um carro voltando à cidade natal. No caminho partilham as mesmas músicas, porém as músicas soam diferentes em cada uma das mentes. Um dorme a viagem quase inteira. Dois convesam a viagem quase inteira. Dois escutam a viagem quase inteira. E falam de carreira, de trabalho, de viagens, de experiências que tiveram nos mais diversos lugares: Estados Unidos, Londres, Austrália, Ásia, e enquanto isso, ao redor da estrada, bois pastam tranqüilamente nos pastos. &lt;br /&gt;Cinco mundinhos de calça jeans dentro de um carro em um ponto do mundo.&lt;br /&gt;De repente, o cheiro de usina de cana avisa que a viagem logo acabará. Quem dormia, acorda. Quem falava, emudece. Quem ouvia, se mexe e fala algumas palavras.&lt;br /&gt;A bucólica paisagem da estrada que chega à cidade desperta as mais variadas sensações nos cinco viajantes. Momento de silêncio. O vento entra pelas janelas e bate nas caras e nos cabelos. Os pensamentos são tantos que tomam conta de todo o espaço do carro. Ao acaso, pego o daquele que não nasceu na cidade: "Nossa, estou me sentindo no South Park". Vejo o de outro: "Quero chegar logo em casa". Esmagadinho no porta-mala, o de outro: "Foi aqui que tudo começou".&lt;br /&gt;Vejo lembranças, ansiedade, angústia, felicidade, amores, tistezas, dores, risos, diversões. Neste momento, os cinco mundinhos estão mais ligados do que nunca. Ligados a uma mesma história, que se divide em infinitas versões. Ligados às lembranças da velha da geléia de mocotó, do japonês do tofu, do Pé-de-mola, do Caju, com seus tragos de meio cigarro e seu violão com 3 cordas, da avenida, da pizzaria Roda Viva, de estabelecimentos que já abriram ou já fecharam,de episódios tristes de que não é bom nem lembrar, de episódios alegres que dói a barriga de rir, daqueles dias absurdamente quentes, dos ciscos de cana queimada que caem nos quintais, sujando as roupas limpas do varal e fazendo as mulheres dizer: "Puta merda, acabei de lavar a varanda!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112365064087247356?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112365064087247356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112365064087247356&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112365064087247356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112365064087247356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/08/cinco-amigos.html' title='Cinco amigos'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112364926531270848</id><published>2005-08-10T01:30:00.000-03:00</published><updated>2005-08-10T01:47:45.320-03:00</updated><title type='text'>fragmentos eróticos</title><content type='html'>É possível se ter uma idéia de como se falava de sexo vários séculos antes de Cristo através da produção de poetas gregos e latinos. Muito do que restou são fragmentos, e as elegias eróticas de Minmerno se perderam, por exemplo. Mas ainda dá para se divertir muito com a obra de Catulo. É interessante observar que naquela época já existiam metáforas como salsicha, figo e buraco para se falar de coisas que ainda hoje temos a insistente mania de não chamar pelo nome. &lt;br /&gt;Em um sábado ensolarado, de forte vento, imaginei um futuro distante, em que a nossa cultura, aterrada, em escombros, estivesse sendo pesquisada cuidadosamente por arqueólogos. Eles poderiam, quem sabe, encontrar a capa de uma revista que eu acabara de observar em uma banca de jornais na avenida Paulista: três mulheres peladas, em fila, uma segurando a cintura da outra, e a seguinte chamada: Piiiuuuííííí!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112364926531270848?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112364926531270848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112364926531270848&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112364926531270848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112364926531270848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/08/fragmentos-erticos.html' title='fragmentos eróticos'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112130510283408839</id><published>2005-07-13T22:37:00.000-03:00</published><updated>2011-10-24T21:15:32.292-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mais comentados'/><title type='text'>persistência</title><content type='html'>Há um tempo lembrei de uma história e pensei em contar aqui. Ficou no pensamento até agora, pois havia esquecido de contá-la. Ontem a noite, intermediada por horripilantes sessões de tosses, lembrei dela de repente. E hoje, se alguma vozinha interior perguntou “ei, você não vai contar a história?”, fingi que não era comigo. Mas não consegui mais evitar quando até o filme que acabei de ver no cinema me perguntou: “ e a história, hein?”&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Sim, porque o filme era sobre um menino surdo e a minha história também. Não sobre um menino, mas uma menina. Nossa mente tem destas coisas. Eis que um dia você lembra de um fato da sua vida que parecia ter sido esquecido para sempre. E no meu caso,  foi a lembrança da convivência com esta menina, surda e muda, que estudou comigo durante a terceira série, numa escola que inaugurava naquele ano. Lembro que toda a turma aprendeu a linguagem dos sinais por causa dela, mas o importante mesmo era incentivar Vanessa a nos ouvir e a falar. Com o tempo já entendíamos quase sem problemas quase tudo o que ela dizia. Lembro o dia em que ela fez a leitura de um texto na sala e o seu desempenho foi tão bom que quando ela terminou a turma, em sinal de reconhecimento, começou a aplaudi-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa tinha uma beleza encantadora: magra, cabelos lisos, longos e loiros, grandes olhos azuis, e com o tempo tornou-se minha amiga. Às vezes eu passava na casa dela, que era pequena e ficava ao fundo de outra casa. Às vezes ela ia à minha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, no meu quarto, ela encontrou umas canetinhas que eu tinha ganhado de uma tia que havia estado em Ponta Porã. Naquela época, estas coisinhas importadas eram muito mais raras do que hoje, e para as crianças, era praticamente um artigo de luxo. Eram quatro canetinhas: uma azul, uma vermelha, uma rosa e uma amarela. Todas em forma de bengala, com desenhos, se não me engano, da Hello Kitty e um coraçãozinho pendurado na tampa. Foi o suficiente para Vanessa se encantar e me pedir uma. Neguei, pois como disse há pouco, eram valiosíssimas. Ela insistiu, fez birra, fez propostas, mas eu me mantinha impassível. Até que ela se despediu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo, o interfone tocou e Vanessa entrou com sua bicicletinha. Trouxe umas oito coisinhas e me propunha uma troca. Lembro que era um monte de trequinhos que eu não tinha o mínimo interesse e nem sabia onde guardá-los. Um pequeno smurf de borracha, uma embalagem bonitinha de balas vazia e coisas do tipo. Voltei a recusar. Aonde chega a teimosia de uma criança? Vanessa, sem sucesso, voltou para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que depois fui brincar na casa de uma prima. Já havia me esquecido da história, quando o telefone tocou. Era minha mãe: “Lúcia, a Vanessa está aqui na frente”. Neste momento me espantei. Acho que não imaginava que alguém pudesse ser tão persistente. Disse então: “fala para ela pegar a amarela”. E era a cor que eu menos gostava. Pronto, Vanessa havia conseguido. No dia seguinte de aula, lá estava ela, como sempre na primeira carteira, exibindo feliz da vida a caneta e enfeitando o seu caderno. Fiquei feliz também. Não tenho mais os brinquedinhos que ela me deixou e imagino que ela também não tenha mais a canetinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta série, voltei para  minha antiga escola. Vi Vanessa mais algumas vezes e depois não mais. Faço as perguntas naturais de quem não tem mais notícias de uma pessoa: Por onde anda a Vanessa? O que faz da vida hoje? Onde mora? Será que continuou a estudar? Casou? Tem filhos? Será que lembra de mim? Sim, talvez qualquer dia ela se depare com algo ou com alguém que a faça lembrar de mim. E da mesma forma que eu não saiba como a lembrança lhe veio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112130510283408839?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112130510283408839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112130510283408839&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112130510283408839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112130510283408839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/07/persistncia.html' title='persistência'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-112093007620662738</id><published>2005-07-09T14:26:00.000-03:00</published><updated>2005-07-10T17:03:17.646-03:00</updated><title type='text'>decepção</title><content type='html'>Ricardo tinha que encontrá-la. Ela tinha dado um sinal de que tudo poderia voltar, de que tudo poderia ser como antes. Ela não saía de sua mente e enquanto não a visse, não ficaria em paz. Resolveu fazer uma surpresa: iria esperá-la na saída da aula. Era uma tarde quente e abafada quando ele saiu de casa. Pegou um metrô e dois ônibus lotados e conseguiu chegar antes de a aula acabar. O céu escurecia e as nuvens ficavam carregadas. Começou a relampejar, a trovoar e uma forte chuva despencou de repente. Ensopado tentou abrigar-se debaixo de uma cobertura. O barulho da chuva era tanto que mal dava para ouvir o barulho da sirene que avisava o término da aula. Os alunos começaram a sair, um tumulto de carros, pessoas, guarda-chuvas formou-se em frente ao portão. Alguns saiam correndo com as pastas sobre as cabeças, com a tentativa de molhar-se menos. Os sapatos e as barras das calças ensopavam-se nas poças e enxurradas. Eis que o rosto dela surge no meio da confusão. Ela vai se desvencilhando tranqüilamente do amontoado de pessoas. Uma mão apoiada em seu ombro. Então Ricardo viu que ela não estava só. Um rapaz a acompanhava. Tentou se esconder,  não poderia ser visto naquele estado. Seria muito constrangedor. Porém, logo o casal se separou. O rapaz saiu correndo no meio da chuva e ela ficou, procurando-o aflita e inquieta. Até que ele apareceu novamente e ela entrou em seu carro, que partiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-112093007620662738?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/112093007620662738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=112093007620662738&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112093007620662738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/112093007620662738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/07/decepo.html' title='decepção'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111972737304924953</id><published>2005-06-25T16:22:00.000-03:00</published><updated>2005-08-21T20:34:59.496-03:00</updated><title type='text'>celofanes e purpurinas</title><content type='html'>Durante a minha infância ouvi, não lembro se de uma peça de teatro infantil, se de um filme ou de uma criança curiosa, que os fantasmas quando morriam viravam papel celofane. Lembrei disto hoje, quando procurava papel para enfeitar uma cesta de doces para a festa junina. Pensei a princípio, enfeitá-la com celofane vermelho, mas acabei optando pelos papéis de seda, que podiam ser vendidos avulsos. Na loja, havia celofanes de várias cores e os transparentes eram um pouco mais baratos. Mas os rolos com várias folhas eram mais opacos. Não tinham a transparência, a delicadeza e a fineza de uma folha sozinha, solta ao vento. Às vezes tenho a impressão que são como aquelas gelatinas sem sabor em lâminas, que ao contato com qualquer água morna, dissolvem-se. &lt;br /&gt;E penso, quantos fantasminhas plufts, gasparzinhos e camaradas não estão hoje nas papelarias e lojas de artigos para festas? Esperando para enfeitar aniversários infantis, festas juninas, beneficentes e escolares. &lt;br /&gt;Fazendo companhia a eles, os vidrinhos de lantejolas, gliter e purpurina. Sim, pois na minha adolescência, outra transformação me marcou. Em uma ficção na TV, um personagem disse que os travestis quando morriam viravam purpurina. Dito e feito. Um deles morreu, assassinado, e logo no chão apareceu um punhado de purpurina colorida que se espalhava pela cidade. &lt;br /&gt;Portanto, os travestis enfeitariam, assim, aqueles personagens de isopor de festas infantis, os trabalhinhos escolares, as fantasias de carnaval, os carros alegóricos e o corpo das mulatas no sambódromo.  &lt;br /&gt;São imagens bonitas, imagino que criadas a partir da dificuldade do ser humano de não se contentar com o fim puro e seco. Mas o que me chama a atenção é que nestas crenças, parece que fantasmas e travestis têm um interesse em comum: ter alguma serventia depois de mortos, mesmo que como objetos. E mais: de trazer mais cor, alegria e brilho ao mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111972737304924953?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111972737304924953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111972737304924953&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111972737304924953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111972737304924953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/06/celofanes-e-purpurinas.html' title='celofanes e purpurinas'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111958103413951233</id><published>2005-06-23T23:43:00.000-03:00</published><updated>2005-06-26T00:24:24.516-03:00</updated><title type='text'>e uma boa hora para o senhor também</title><content type='html'>Na empresa, atendi o telefone. Ajudei um senhor a resolver o seu problema, e ele, agradecido, disse-me na despedida: “Que a Nossa Senhora do Bom Parto lhe dê uma boa hora. Realmente, eu precisava de boas horas naquele trabalho. Achei muito interessante este modo de enxergar as coisas. Ao invés de se falar “uma boa tarde”, ou “um bom dia”, se falaria “uma boa hora”. Agora porque justo a Nossa Senhora do Bom Parto foi escolhida para cumprir esta função, e não um Nossa Senhora qualquer, eu não sei. Educadamente, retribuí a cortesia: “Para o senhor também”. E ele respondeu: “Ei, para mim não”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111958103413951233?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111958103413951233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111958103413951233&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111958103413951233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111958103413951233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/06/e-uma-boa-hora-para-o-senhor-tambm.html' title='e uma boa hora para o senhor também'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111958052840495419</id><published>2005-06-23T23:33:00.000-03:00</published><updated>2005-06-23T23:35:28.413-03:00</updated><title type='text'>horário de almoço na Paulista</title><content type='html'>Era horário de almoço. Um bando de grandes homens engravatados, todos de terno em variados tons de cinza na calçada, vindo em minha direção. Entramos no mesmo local: um pequeno shopping na Avenida Paulista. Eu continuei andando pelos corredores, mas o grupo parou, como num consenso. Uma mulher que cruzava o meu caminho, olhava para a grande reunião de homens de terno e falou ao seu companheiro: “Eles gostam de brincar!”. Olhei para trás: estavam todos amontoados olhando atenciosamente para uma vitrine. Atrás dos vidros, dois cachorrinhos filhotes, branquinhos e fofinhos, brincavam um com o outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111958052840495419?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111958052840495419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111958052840495419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111958052840495419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111958052840495419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/06/horrio-de-almoo-na-paulista.html' title='horário de almoço na Paulista'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111863439518787440</id><published>2005-06-13T00:23:00.000-03:00</published><updated>2005-06-13T00:46:35.200-03:00</updated><title type='text'>era quase meia-noite de sábado</title><content type='html'>Uma matéria sobre uma pesquisadora de blogs saiu no jornal da Unicamp desta semana. O início do texto me chamou atenção. Ficou gravado fortemente na minha memória. Era um trecho de um post de uma moça de 23 anos. Há poucos dias fiz 24, portanto a minha identificação com a menina foi grande. E principalmente com o tema , que apesar de se tratar de uma situação dela, com algumas variações, imaginei que poderia muito bem ser minha também. Ela falava mais ou menos assim com o leitor: "Veja a gravidade da minha situação. Tenho 23 anos. É quase meia-noite de sábado e eu estou costurando os buracos da minha calcinha". Bem, sexta-feira à noite, eu com meus recém-inaugurados 24 anos, estava em um bar, transbordando cerveja e provavelmente falando besteira. Porém 24 horas mais tarde estaria em casa, sozinha, estudando. Lembrei que havia deixado algo na máquina de lavar. Resolvi pendurar. Sim, era quase meia noite de sábado e eu estava pendurando minhas calcinhas no varal. Mera coincidência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111863439518787440?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111863439518787440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111863439518787440&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111863439518787440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111863439518787440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/06/era-quase-meia-noite-de-sbado.html' title='era quase meia-noite de sábado'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111863087035416740</id><published>2005-06-12T23:29:00.000-03:00</published><updated>2005-06-12T23:49:08.113-03:00</updated><title type='text'>meus posts no divã</title><content type='html'>Coloquei alguns dos meus posts na terapia. Gasto uma nota preta por mês por causa disso. Mas os mais rebeldinhos estavam me dando muito trabalho. Deixavam escapar minhas inseguranças, meus receios e minhas causas mal resolvidas. Agora toda semana, estiram suas perninhas no divã, e naquele ambiente a meia-luz, distraem-se olhando para os seus sapatos e para a parede, dizendo malcriações para o analista. E os safados ainda tem a coragem de me culpar pelos seus defeitos. Haja paciência!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111863087035416740?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111863087035416740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111863087035416740&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111863087035416740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111863087035416740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/06/meus-posts-no-div.html' title='meus posts no divã'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111851883588871499</id><published>2005-06-11T16:09:00.000-03:00</published><updated>2005-06-11T16:40:35.896-03:00</updated><title type='text'>lamento</title><content type='html'>Fazer uma segunda faculdade nos permite observar muitas coisas que seriam praticamente impossíveis de serem notadas quando éramos apenas calourinhos.Tantas coisas se repetem! Nas lotadas salas do curso de Letras identifico aqueles famosos tipos de alunos da minha antiga turma do jornalismo. Claro, cada qual com suas peculiaridades. Mas sempre presentes, talvez em todas as turmas de todos os cursos, neste ano, nos anos passados, no ano que vem, no próximo e no próximo...&lt;br /&gt;Mas há uma coisa que se houvesse percebido no meu primeiro ano de faculdade, ah... quanta diferença faria!&lt;br /&gt;Depois de dois meses freqüentando as aulas percebi que estudo com muitos colegas de 17 ou 18 anos. Que fazem perguntas, que fazem provas, trabalhos e riem das piadinhas dos professores. Alguns, nos trabalhos em grupo, editam e corrigem os textos e as idéias dos participantes com ar de doutores recém saídos do terceirão ou do cursinho. Fazem perguntas óbvias aos professores como quem acaba de descobrir uma grandiosa teoria. Ao vê-los hoje, lamento como anos atrás eu, uma caloura perdida e assustada, acreditei na grande competência e superioridade deste seres. E era apenas sua enorme segurança que me iludia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111851883588871499?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111851883588871499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111851883588871499&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111851883588871499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111851883588871499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/06/lamento.html' title='lamento'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111851693330130277</id><published>2005-06-11T15:59:00.000-03:00</published><updated>2005-06-11T16:08:53.306-03:00</updated><title type='text'>esta contagem já está me chateando</title><content type='html'>Olha, cansei de perseguir os "além de" (ou será que são eles que me perseguem?)&lt;br /&gt;Vou registrar mais estas duas ocorrências e espero não registrar mais, pois já cansei desta brincadeira.&lt;br /&gt;O Estado de S. Paulo, 01/06/2005 - Caderno 2- &lt;em&gt;Muito além de 'A Escrava Isaura'&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O Estado de S. Paulo, 02/06/2005 - Caderno 2- &lt;em&gt;Muito além das mesas-redondas de futebol&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;  Creio que agora já devo ter convencido o leitor mais incrédulo de que o meu post &lt;em&gt;vamos contar comigo&lt;/em&gt; tem fundamento. &lt;br /&gt;Agora quero encerrar esta contagem. Porém, não sei se vou resistir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111851693330130277?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111851693330130277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111851693330130277&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111851693330130277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111851693330130277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/06/esta-contagem-j-est-me-chateando.html' title='esta contagem já está me chateando'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111665176569361364</id><published>2005-05-21T01:58:00.000-03:00</published><updated>2005-05-22T01:43:59.286-03:00</updated><title type='text'>a crítica e a carapuça</title><content type='html'>No programa Provocações da TV Cultura, Antônio Abujamra entrevistava uma jovem escritora. No final, pediu para que ela olhasse para a câmera e falasse tudo o que tinha vontade. A moça, então, começou, com voz de revolta: “Críticos, vocês são apenas críticos!” &lt;br /&gt;Sim, concordo com ela. Mas se são apenas críticos, por que ela gastou com eles o espaço onde poderia falar “tudo o que tinha vontade e nunca teve chance de dizer”?  Pelo jeito não são tão insignificantes assim na vida dela. Ela sequer conseguiu ignorá-los.&lt;br /&gt;Imagino que seja muito difícil mesmo ignorá-los, apesar de serem "apenas críticos". Muita gente diz menosprezá-los, escorraça-os, mas ao mesmo tempo gasta tempo, voz e textos e textos falando deles.   &lt;br /&gt;Não posso dizer que as críticas não me afetam. Eu mesma tenho pescado algumas em textos e posts alheios, mesmo que não tenham sido feitas para mim. Acho que a carapuça serve às vezes. Vejo que o mais louco é que a mesma pessoa que malha os críticos, faz o papel de crítica dos outros e também de crítica dos críticos. E eu, agora, critico estas pessoas. E assim, a crítica não tem fim. E a carapuça continua servindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111665176569361364?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111665176569361364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111665176569361364&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111665176569361364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111665176569361364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/05/crtica-e-carapua.html' title='a crítica e a carapuça'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111664956760312206</id><published>2005-05-21T01:12:00.000-03:00</published><updated>2005-07-12T11:39:01.616-03:00</updated><title type='text'>o orkut e os aniversários</title><content type='html'>Sempre me gabei por ter uma memória prodigiosa para os aniversários de amigos, parentes e conhecidos. Costumo, por exemplo, avisar as pessoas do aniversário de seus afilhados ou dos filhas de seus funcionários. Sempre fiz parte do grupo das amigas queridas, aquelas poucas que lembram todos os anos do seu aniversário e fazem questão de te ligar para dar os parabéns. &lt;br /&gt;Porém, este grupo seleto foi invadido. Lembrar dos aniversários já não é mérito nenhum. Hoje o orkut faz esta tarefa para nós. E eu, mesmo não precisando dos tais lembretes, sou uma entre os 50, 100, ou entre o tanto de pessoas que o aniversariante tenha em sua lista de contatos.&lt;br /&gt;Hoje, em vez do aniversariante receber algumas ligações das pessoas que realmente costumam lembrar de seu aniversário, ele recebe uma chuva de mensagens apressadas e repetitivas na seção de scraps. Até aquele amigo do amigo do amigo aparece lá, desejando-lhe um “ótimo dia”, um “feliz aniversário” ou um “parabéns”. Já é possível saber se a pessoa fez aniversário ou não pelo seu número de scraps. Se tem poucos, podemos arriscar com grande chance de acerto que ainda não tenha feito desde que entrou no orkut.&lt;br /&gt;No meu aniversário, não faço questão de receber este bolo de recados preguiçosos, pouco sinceros e mecânicos. Mas se vierem, agradeço. Não serei radical. Afinal, um “parabéns” é sempre bem vindo! Muitos já devem ter passado pela experiência de ter aquele colega pentelho avisando para a classe inteira que você é o aniversariante do dia. Muitos, mesmo que por obrigação, vão lá te cumprimentar. O importante é que sempre descobrimos vozes sinceras na multidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111664956760312206?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111664956760312206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111664956760312206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111664956760312206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111664956760312206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/05/o-orkut-e-os-aniversrios.html' title='o orkut e os aniversários'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111656407869708317</id><published>2005-05-20T01:29:00.000-03:00</published><updated>2005-05-20T01:41:18.700-03:00</updated><title type='text'>passeio de ônibus</title><content type='html'>O ônibus freia. O corpo vai para frente e vai para trás. Volta a andar. Freia. O corpo vai para frente. Uma pausa. Vai para trás. Novamente em movimento. Um semáforo. Todos para a frente. Pausa. Expectativa. "Ué, não vai voltar para trás?" Aflição. "Se não voltar, vou ter um treco!" E o corpo vai novamante para trás. E assim, o ônibus continua em movimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111656407869708317?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111656407869708317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111656407869708317&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111656407869708317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111656407869708317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/05/passeio-de-nibus.html' title='passeio de ônibus'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111656315861446517</id><published>2005-05-20T00:56:00.000-03:00</published><updated>2005-05-20T01:25:58.620-03:00</updated><title type='text'>alguém contando</title><content type='html'>Era daquelas adolescentes frescas e lindas. Cabelo comprido, liso, castanho claro. Vestia camiseta branca de uniforme. Sentada largadadamente no banco de trás de um carro grande e caro, distraia-se com suas unhas. O carro estava em uma cara avenida  de São Paulo, parado no trânsito, no meio da tarde, horário em que alguns privilegiados têm a chance de rodar pelas ruas, atrás de seus compromissos fúteis e agradáveis. Outros rodam a trabalho, outros resolvem problemas, outros procuram emprego, ou vão à aula, outros encontram-se em situações desconfortáveis. &lt;br /&gt;E a menina olhava as unhas. Seu pensamento passeava e rodopiava dentro de sua mente. De repente levantou o braço direto. Esqueceu as unhas. Levou o nariz ao sovaco. Deu uma profunda cheirada. Depois de tudo checado, descansou o olhar na paisagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111656315861446517?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111656315861446517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111656315861446517&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111656315861446517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111656315861446517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/05/algum-contando.html' title='alguém contando'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111656135759204330</id><published>2005-05-20T00:52:00.000-03:00</published><updated>2005-05-20T00:55:57.596-03:00</updated><title type='text'>para registrar</title><content type='html'>Para quem está "contando comigo", encontrei mais um. No site da TIM: "Muito além da voz".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111656135759204330?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111656135759204330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111656135759204330&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111656135759204330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111656135759204330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/05/para-registrar.html' title='para registrar'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111578121780236585</id><published>2005-05-11T00:05:00.000-03:00</published><updated>2005-05-20T01:53:43.583-03:00</updated><title type='text'>morar sozinha é...</title><content type='html'>dar risada alto e estanhar o próprio riso&lt;br /&gt;suspirar alto e estranhar o próprio suspiro&lt;br /&gt;gritar, rompendo o silêncio, e se assustar com o próprio grito&lt;br /&gt;sentir o cheiro da pipoca do vizinho e fazer uma panelada só para você (não vale de microondas)&lt;br /&gt;abrir uma garrafa de vinho inteira e tomar toda noite até que ele vire vinagre na geladeira&lt;br /&gt;usar este vinagre para temperar salada (bem, aí já é imaginação)&lt;br /&gt;ter sossego para imaginar cenas deprês como estas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111578121780236585?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111578121780236585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111578121780236585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111578121780236585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111578121780236585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/05/morar-sozinha.html' title='morar sozinha é...'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111353975099122459</id><published>2005-04-15T01:34:00.000-03:00</published><updated>2005-04-15T01:35:50.993-03:00</updated><title type='text'>vamos contar comigo?</title><content type='html'>Não tenho cara para criticar o trabalho dos jornalistas. Fazer reportagem não é fácil. É preciso tirar a bunda da cadeira e ir atrás da notícia, procurar as melhores fontes, lidar com gente mal humorada, grossa ou que nunca tem tempo. E além disso, sentir o desespero quando o prazo está acabando e a entrevista com a fonte principal ainda não deu certo. Diante de tanta pressão e esforço para sobreviver no emprego é possível entender porque aqueles mais fracos são capazes de atitudes tão baixas e tentam compensar a sua grande insegurança com comportamentos egocêntricos ou com uma competitividade excessiva.  &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Mas não é sobre isso que queria falar. &lt;br /&gt;Lembro-me de um texto que fiz há alguns anos quando era ainda uma estudante de jornalismo. Uma entrevista com o dono de um bistrô pouco conhecido localizado ao lado de uma conceituada pizzaria de Florianópolis. Praticamente todo o movimento de carros e pessoas no local se dirigia à pizzaria. Portanto, coloquei na matéria o seguinte título: “Muito além da pizza”. Não sei explicar como a idéia me veio à mente, só sei que tanto o título como o texto arrancaram sorrisos, expressões de agrado e suspiros silenciosos da turma. &lt;br /&gt;A pouca experiência e o deslumbre daqueles jovens estudantes os reservavam de uma realidade impregnada de clichês. Os “muito além de” estão em toda parte. Estava em uma padaria quando vi um deles pela primeira vez. Tentei ignorá-lo, mas isto foi tornando-se uma tarefa difícil com o decorrer do tempo. Neste último mês, por exemplo, trombei com três. Todos em um mesmo jornal. Não, não dá mais para ignorar. “Muito além das videocassetadas”, “Muito além do telefone” e assim vai. Acreditemos! Podemos ir muito além do “muito além”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111353975099122459?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111353975099122459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111353975099122459&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111353975099122459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111353975099122459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/04/vamos-contar-comigo.html' title='vamos contar comigo?'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111310046696408906</id><published>2005-04-09T23:30:00.000-03:00</published><updated>2005-04-09T23:34:26.966-03:00</updated><title type='text'>e se falassem tudo o que pensassem?</title><content type='html'>Ela viu a outra segurando a sacola da Betty Boop e não conseguiu mais tirar os olhos. Ela gostava da Betty, parecia com a personagem quando era criança; não pela sexualidade, mas sim porque era magrinha e tinha um cabeção. A outra perguntava-se: “Por que esta menina me olha tanto? Estou ficando incomodada”. E ela pensava: “Nossa, a moça deve estar estranhando eu olhá-la tanto assim. Mas que droga! Não estou olhando para ela, mas para a sacola. Onde será que arranjou?”&lt;br /&gt;Quando a outra mirava o olhar para a sua direção, ela virava a cabeça para disfarçar. Continuaram nesta situação desconfortável até o ônibus chegar. Imagino como seria se tivessem falado uma para a outra os seus pensamentos. Acho que teriam esclarecido tudo e saído aliviadas. Mas não se conheciam e não tinham o hábito de falar o que dá na telha para desconhecidos. Além disso, são apenas detalhes de uma breve passagem do cotidiano.&lt;br /&gt;Agora deixemos nossas personagens em paz, pois em alguns segundos esquecerão este incômodo, se é que perceberam que havia algum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111310046696408906?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111310046696408906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111310046696408906&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111310046696408906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111310046696408906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/04/e-se-falassem-tudo-o-que-pensassem.html' title='e se falassem tudo o que pensassem?'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111309904809885585</id><published>2005-04-09T23:09:00.000-03:00</published><updated>2005-04-09T23:10:48.100-03:00</updated><title type='text'>o corvo na cidade</title><content type='html'>Estes dias admirei um documentário transmitido pela TV Cultura. Era um tipo de matéria que gostaria de ter feito se trabalhasse neste ramo. Mostrava como os animais silvestres se adaptam à vida das grandes cidades e usam o tráfego e os códigos urbanos a seu favor. &lt;br /&gt;O primeiro exemplo foi de um corvo que tinha uma noz no bico. Como fazer para quebrá-la? Era muito dura. Por isso, ele deixou a noz no meio da avenida e do fio de energia ficou observando-a. Os carros, em alta velocidade, passaram por cima da noz e quebraram-na. Então, o corvo desceu para pegá-la, mas percebeu que corria perigo no meio do trânsito intenso. Voltou, então, ao seu fio e esperou o sinal fechar. Agora, sim! O pássaro pôde comer tranqüilamente no meio da avenida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111309904809885585?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111309904809885585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111309904809885585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111309904809885585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111309904809885585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/04/o-corvo-na-cidade.html' title='o corvo na cidade'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111309858543793805</id><published>2005-04-09T22:58:00.000-03:00</published><updated>2005-04-10T01:28:01.130-03:00</updated><title type='text'>duas passantes e um passante</title><content type='html'>Por que observo tantas coisas do ônibus? É claro! Não tenho a preocupação de dirigir, portanto, posso ficar com a cara encostada na janela olhando calmamente o que se passa lá fora. Nesta semana, duas passantes me chamaram a atenção. Talvez porque ambas estivessem de calça e sapatos pretos, diferenciando-se entre si apenas pela cor das blusas e dos cabelos: a loira vestia blusa laranja e a morena, azul. Além do mais, a calçada estava vazia e as duas passeavam de braços dados. Não pareciam lésbicas e sim, amigas queridas. Eis que um homem vem em direção às duas; passa por elas e as olha. Assim que elas ficam para trás, ele dá mais uns dois passos e vira a cabeça para trás, mirando sem hesitar na bunda das moças. Distraídas, provavelmente elas nem imaginam que as suas traseiras estavam sendo examinadas.&lt;br /&gt;Já vi este tipo de cena várias vezes, em diferentes cidades, geralmente do ônibus.  Parece ser mais forte que eles. É como se ao ver a frente de uma mulher interessante, um ímã puxasse a sua cabeça para conferir as costas dela. Imagino que as mulheres não são suscetíveis a este ímã, pois até hoje não tive a oportunidade de ver nenhuma delas com tal comportamento, que parece ser prioritariamente masculino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111309858543793805?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111309858543793805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111309858543793805&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111309858543793805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111309858543793805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/04/duas-passantes-e-um-passante.html' title='duas passantes e um passante'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111309827922445882</id><published>2005-04-09T22:55:00.000-03:00</published><updated>2005-04-10T01:34:03.416-03:00</updated><title type='text'>bebê seguro de si</title><content type='html'>Em seu carrinho confortável, escuro, estava protegido de quase toda a agitação do metrô. Assistia a tudo, como se estivesse em uma redoma, àquelas pessoas grandes, sentadas ou em pé com a aparência cansada, apática. Mas desprezava os sentimentos alheios, apenas olhava. Na verdade, estava mais entretido com seus pezinhos, os quais ele insistia em manter para o alto, apoiados na mesinha de refeições do carrinho. O fato de ser muitas vezes menor do que os outros ao redor não o intimidava. Estava seguro e tranqüilo na sua posição de bebê, curtindo sossegadamente o seu nada a fazer, assessorado por seus pais, sempre ao seu dispor. Mirei em um de seus olhinhos, brilhantes. Quis chamar a sua atenção, como fazemos geralmente com os bebês. Acho que me olhou durante algum tempo, mas sem nenhuma surpresa, sem nenhum sorriso. Com suas calças verde-água de algodão macio e um paninho fresquinho e branquinho deixado suavemente em cima de sua barriga, era como se estivesse há uns 30 anos no mundo. Caramba! Que nenê seguro de si. Porém, se estivesse aqui há uns 30 anos, tenho minhas dúvidas se seria assim tão seguro de si.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111309827922445882?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111309827922445882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111309827922445882&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111309827922445882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111309827922445882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/04/beb-seguro-de-si.html' title='bebê seguro de si'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111284783123215053</id><published>2005-04-07T01:21:00.000-03:00</published><updated>2005-04-07T01:23:51.233-03:00</updated><title type='text'>traduziram o orkut</title><content type='html'>Só esqueceram de traduzir a mensagem mais freqüente: "Bad, bad server. No donut for you".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111284783123215053?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111284783123215053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111284783123215053&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111284783123215053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111284783123215053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/04/traduziram-o-orkut.html' title='traduziram o orkut'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111258182012825805</id><published>2005-04-03T23:28:00.000-03:00</published><updated>2005-04-03T23:30:20.130-03:00</updated><title type='text'>nas calçadas</title><content type='html'>Ele dorme na calçada. Sempre está na calçada, às vezes está do outro lado da rua. Em alguns dias, fala alto, afobado, palavras sem sentido, ininteligíveis; em alguns dias, está em silêncio ou dormindo; dia desses cantou um trecho de um pagode de dez anos atrás. Foi a primeira e única vez que entendi suas palavras. Brinca com latinhas e água de sarjeta. Lava o rosto e as mãos com água da sarjeta. Nunca o vi com uma roupa diferente da sua calça preta e blusa preta. Será que são pretas mesmo? Será que são únicas ou várias idênticas? Há poucos dias, descobri que à noite fica na rua ao lado. Uma vez, com um copo na mão, outra conversando com outro cara (a primeira vez que o vi conversando) em frente à Lanchonete Angolana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111258182012825805?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111258182012825805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111258182012825805&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111258182012825805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111258182012825805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/04/nas-caladas.html' title='nas calçadas'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111258165034114180</id><published>2005-04-03T23:24:00.000-03:00</published><updated>2005-04-03T23:27:30.343-03:00</updated><title type='text'>anúncios irritantes</title><content type='html'>Estes dias, do ônibus, vi um anúncio bem grande no alto de um edifício - “VISA / Porque a vida é agora” - e percebi algo: como odeio estes tipos de anúncio. Lembrei de outro que era obrigada a ler em Florianópolis toda vez que ia ao centro da cidade: “Porque escola é Solução”. Dentre os detestáveis também estão os do tipo: “É gripe? Benegripe” ou “Cabelos Brancos? Não os tenha. Loção Nova”. Caramba! Além de eu não ter perguntado nada, eles me socam a resposta! Goela adentro! Vou vomitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111258165034114180?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111258165034114180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111258165034114180&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111258165034114180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111258165034114180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/04/anncios-irritantes.html' title='anúncios irritantes'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111258143568656162</id><published>2005-04-03T23:21:00.000-03:00</published><updated>2005-04-03T23:23:55.686-03:00</updated><title type='text'>rio</title><content type='html'>As crianças de São Paulo convivem, desde cedo, com um rio que fede. Para elas, isto deve ser natural. Passam pelo rio com grande indiferença, ignorando seu cheiro, sua cor e o fato de que ele já foi limpo e cristalino um dia. Já passaram por ele muitas vezes e sabem que vão passar no dia seguinte. Estranhamento diário é besteira, além do mais, quando elas nasceram, ele já era assim.&lt;br /&gt;Observo agora umas crianças de uma pequena cidade do interior dentro de um carro, chegando na capital a passeio. É uma tarde quente e ensolarada e os vidros estão abertos. Sabem que vão contornar o famoso rio que fede e isso causa grande alvoroço no veículo. O rio é um grande ponto turístico e, para enaltecê-lo, elas não fazem por menos: com gestos exagerados fecham os vidros rapidamente, tapam os narizes, prendem a respiração e simulam uma sensação de sufoco. Agitadas e com olhares deslumbrados dizem: “Eca!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111258143568656162?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111258143568656162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111258143568656162&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111258143568656162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111258143568656162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/04/rio.html' title='rio'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111232656520737944</id><published>2005-04-01T00:34:00.000-03:00</published><updated>2005-04-01T00:40:26.470-03:00</updated><title type='text'>preconceituosa</title><content type='html'>Esses caras que dormem na rua...&lt;br /&gt;a gente sempre sabe quando cortaram o cabelo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111232656520737944?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111232656520737944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111232656520737944&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111232656520737944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111232656520737944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/03/preconceituosa.html' title='preconceituosa'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111232645478328105</id><published>2005-04-01T00:29:00.001-03:00</published><updated>2005-04-01T00:38:00.930-03:00</updated><title type='text'>distraído</title><content type='html'>No chão do ponto de ônibus, um cigarro&lt;br /&gt;inteiro&lt;br /&gt;com o filtro queimado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111232645478328105?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111232645478328105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111232645478328105&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111232645478328105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111232645478328105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/03/distrado_31.html' title='distraído'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111224150912300071</id><published>2005-03-31T00:46:00.000-03:00</published><updated>2005-04-03T23:35:47.576-03:00</updated><title type='text'>caríssimos leitores, obrigada</title><content type='html'>Leitor(a), gosto de você. Não te conheço, mas você me lê. E este é um forte motivo para eu gostar de  você. Por sua causa, este blog não é uma ilha com apenas um habitante. E olha que por muito tempo eu pensei que era. Mas eu descobri que você me lê e por isso eu fico feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111224150912300071?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111224150912300071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111224150912300071&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111224150912300071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111224150912300071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/03/carssimos-leitores-obrigada.html' title='caríssimos leitores, obrigada'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111162800134508302</id><published>2005-03-23T22:26:00.000-03:00</published><updated>2005-03-23T22:33:21.346-03:00</updated><title type='text'>para quem leu as janelas e seus donos</title><content type='html'>Hoje, quando acordei, olhei distraidamente pela janela do quarto e ... "o que vejo na janela em frente?" A lata de Nescau sumiu, e em seu lugar apareceu uma lata de cerveja! (ainda não consegui identificar a marca). Deve estar cheia, como a minha de molho de tomate, pois uma lata vazia dificilmente agüentaria o peso da janela. Mas o que é isso? Uma competição. Agora, terei que aparecer amanhã com uma lata de óleo de soja? Quem sabe uma lata de aspargos ou de corações de alcachofra?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111162800134508302?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111162800134508302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111162800134508302&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111162800134508302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111162800134508302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/03/para-quem-leu-as-janelas-e-seus-donos.html' title='para quem leu as janelas e seus donos'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111162746663105933</id><published>2005-03-23T22:13:00.000-03:00</published><updated>2005-03-23T22:24:26.633-03:00</updated><title type='text'>"dolly, dolly guaraná, dolly...</title><content type='html'>...Dolly guaraná... (vai baixando o volume) o sabor brasileiro (pianíssimo)" Não é difícil decorar o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;jingle&lt;/span&gt; que agora passa no intervalo comercial da TV Cultura. E a versão Páscoa que deram à propaganda é tenebrosa. Em uma imitação pífia dos bichinhos Parmalat, a música é cantada por um grupo de crianças que deveriam parecer coelhos, mas devido à maquiagem mal feita, parecem mais monstrinhos da floresta. É uma pena, pois elas devem ser bonitinhas. Mas monstrificaram as crianças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111162746663105933?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111162746663105933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111162746663105933&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111162746663105933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111162746663105933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/03/dolly-dolly-guaran-dolly.html' title='&quot;dolly, dolly guaraná, dolly...'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111158764970819745</id><published>2005-03-23T11:11:00.000-03:00</published><updated>2005-03-23T11:27:56.480-03:00</updated><title type='text'>ninguém está livre do erro</title><content type='html'>Justo hoje que ia falar de uma bola fora do Paulo Henrique Amorim, percebi que cometi um erro em um dos meus posts. Bem, mas como todos erram, vou lembrar mesmo assim da gafe do Amorim, que por sinal tem muito em comum com a minha. Em seu programa da tarde, uma repórter dava as últimas notícias do caso da família envenenada em Campinas. A polícia acabara de encontrar o diário da menina sobrevivente. O programa mostrava as imagens das páginas mais reveladoras, e uma delas tinha uma grande foto. "Amorim então explicou: aqui está uma foto da menina". Só que qualquer telespectador poderia perceber que a foto, que ocupava a página inteira do diário, era da não pouco conhecida cantora Sandy. A repórter tentou consertar: "é uma ídola da menina", mas a matéria continuou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111158764970819745?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111158764970819745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111158764970819745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111158764970819745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111158764970819745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/03/ningum-est-livre-do-erro.html' title='ninguém está livre do erro'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111158672786667891</id><published>2005-03-23T11:01:00.000-03:00</published><updated>2005-03-23T11:10:14.926-03:00</updated><title type='text'>falha</title><content type='html'>Estou envergonhada. Disse ontem que os versos citados no post &lt;em&gt;versinhos emprestados&lt;/em&gt; eram do Wando. Mas hoje uma dúvida veio me cutucar e resolvi pesquisar. Desculpem-me, eles são de um cantor chamado Agepê. Farei as correções imdediatamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111158672786667891?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111158672786667891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111158672786667891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111158672786667891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111158672786667891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/03/falha.html' title='falha'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111153657592930148</id><published>2005-03-22T21:09:00.000-03:00</published><updated>2005-03-22T21:14:17.686-03:00</updated><title type='text'>junta de ídolos</title><content type='html'>Dias atrás vi na Paulista, sob pleno sol escaldante, uma fila enorme. Tive que andar muito para descobrir onde era o começo e o fim. Ela dobrava a Augusta e se concentrava na saída de um estacionamento. Ao redor da fila, vendedores ambulantes vendiam fitas coloridas para amarrar na cabeça com os mais diversos nomes, como Rouge, Zezé de Camargo e Luciano, Daniel etc. Perguntei a umas meninas: “pra que é a fila?” Responderam impacientes, como se eu fosse a única que não soubesse: “pra rádio”. Não entendi. Lembrei que fãs se reúnem em frente de hotéis para esperar seus ídolos. Insisti: “no hotel?” Acho que ficaram nervosas por eu perguntar o que para elas era o óbvio. Resolvi tentar com outra pessoa. Pensei: “será que é emprego para rádio? Será que tem tanta gente querendo trabalhar na rádio?” Mas logo vi crianças e bebês e imaginei que o motivo da aglomeração era outro. Uma mulher, então, deu-me uma resposta mais completa: naquele momento havia vários artistas de TV reunidos na rádio. Não sei se a fila era para fotos e autógrafos ou as pessoas tinham a esperança de apenas ver seus cantores prediletos de perto. Deixei-as em paz. O evento era realmente sério. No estacionamento, um tumulto de pessoas, carros, seguranças e máquinas fotográficas. Um moço gritava: “Eu a vi, eu a vi!” Abandonei com pena o lugar, queria observar mais, ver aquela multidão, que esperava persistentemente na fila, se descabelar, gritar ao se deparar com as suas celebridades. Mas não vi. Os vendedores, sim, estes continuaram lá, e provavelmente apreciaram a cena, vendendo mais e mais fitinhas, para talvez preencher um pouco do vazio que a falta dos ídolos provocava naquelas pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111153657592930148?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111153657592930148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111153657592930148&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111153657592930148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111153657592930148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/03/junta-de-dolos.html' title='junta de ídolos'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111153436092052482</id><published>2005-03-22T20:31:00.000-03:00</published><updated>2005-03-23T11:08:56.086-03:00</updated><title type='text'>versinhos emprestados</title><content type='html'>Certo dia ouvi em um programa humorístico de rádio um momento de poesia: os integrantes colocaram uma música brega e começaram a recitar versinhos. Um deles me chamou a atenção e me fez realmente considerar um possível talento dos rapazes para o humor:&lt;br /&gt;“Quero te pegar no colo&lt;br /&gt;te deitar no solo&lt;br /&gt;e te fazer mulher”&lt;br /&gt;“Hahaha, deitar no solo é boa! Para rimar com colo! Hahaha, muito bom!”, ri e pensei.&lt;br /&gt;Mas que ignorância a minha! Dias depois, ouvindo uma outra emissora, descobri que o trecho fazia parte de uma música de um cantor chamado Agepê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111153436092052482?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111153436092052482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111153436092052482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111153436092052482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111153436092052482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/03/versinhos-emprestados.html' title='versinhos emprestados'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111134516497649113</id><published>2005-03-20T15:58:00.000-03:00</published><updated>2005-03-20T15:59:24.976-03:00</updated><title type='text'>felino no parque</title><content type='html'>Em uma manhã, no parque Trianon, dois senhores conversavam sentados em um banco. Entretidos no bate-papo ignoravam o banco em frente. A surpresa inicial já passara, provavelmente. O banco da frente chamava a atenção de quem passava. Nele, estava dormindo um homem, meio magro e não muito grande. Ele estava vestido com um macacão colante, com estampa de oncinha muito real, que cobria os braços e as pernas. Na cabeça, uma tiara dourada, bonita, como de princesa. Entre as sombras das árvores, o frescor da manhã e o vasto verde do parque, o homem parecia um felino descansando em seu habitat natural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111134516497649113?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111134516497649113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111134516497649113&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111134516497649113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111134516497649113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/03/felino-no-parque.html' title='felino no parque'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-111134352885980402</id><published>2005-03-20T15:29:00.000-03:00</published><updated>2005-03-20T15:32:08.860-03:00</updated><title type='text'>sapato na encruzilhada</title><content type='html'>Em uma longa viagem, de Florianópolis ao estado de São Paulo, o ônibus chegava à cidade de Curitiba. Na estrada, sinais de civilização, como algumas casas de periferia e estabelecimentos, ainda se misturavam com a paisagem natural da mata. Da janela, avistei um sapato vermelho de salto alto em uma encruzilhada. Este episódio aconteceu há anos, mas até hoje fico imaginando como este pé de sapato feminino foi parar ali. Será que estava lá há muito tempo, ou tinha chegado lá na noite anterior ou naquela manhã mesmo? Foi arremessado, esquecido ou abandonando propositalmente? Quem foi sua dona, ou dono? Estava quebrado? Tantos podem ser os motivos, mas eu não sei qual é o verdadeiro, apenas posso imaginá-los e ficar com a poesia da cena e dividi-la com você. Isto me dá um consolo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-111134352885980402?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/111134352885980402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=111134352885980402&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111134352885980402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/111134352885980402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/03/sapato-na-encruzilhada.html' title='sapato na encruzilhada'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-110962085794271047</id><published>2005-02-28T16:05:00.000-03:00</published><updated>2011-10-24T21:17:06.242-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mais comentados'/><title type='text'>as janelas e seus donos</title><content type='html'>As janelas dos dois prédios se olham, seriam idênticas, se não fosse a peculiaridade de seus donos. A minha é antiga, dividida em duas partes pesadas que correm para cima e para baixo. Quando me mudei, quebrei o vidro, pois uma das partes emperrou e depois desceu com tudo até o parapeito.  &lt;br /&gt;Ela oferece duas opções: ou está aberta, com uma "fresta" de quase um metro, ou está totalmente fechada. Os moradores inventam os mais variados acessórios para conseguirem um meio termo. Os objetos mais sofisticados são uns triângulos de madeira que seguram uma das vidraças e possibilitam que a "fresta" seja realmente uma fresta, cumprindo o seu objetivo que é apenas ventilar a casa. O velho que escreve com uma máquina de escrever, lá de baixo, usa listas telefônicas. Tem um apartamento que usa ripas de madeira, amarradas por uma cordinha. Gostei da idéia de um dos meus vizinhos que colocou um rolo de fita isolante para segurar a vidraça. Procurei algo em casa que poderia fazer o mesmo efeito e achei uma lata de molho de tomate do elefante. Ela ainda está fechada. Toma sol e chuva há meses. Não gosto de imaginar como pode estar o seu conteúdo.  &lt;br /&gt;Ontem, algo na janela em frente chamou a minha atenção: senti que a minha idéia foi incorporada. A moça colocou uma lata de nescau para criar a sua fresta. Fico imaginando se a lata dela está vazia ou cheia, como a minha. Provavelmente, vazia. &lt;br /&gt;As janelas se olham e se modificam. Nunca mais vi o rolo de fita isolante, mas a minha lata é um resquício de sua existência. E agora, a lata de Nescau também tem em suas origens a minha de molho de tomate.&lt;br /&gt;Não sei o que os meus vizinhos de cima e de baixo usam em suas janelas, mas os da minha frente vêem, e se eu copiar a idéia destes posso estar usando, sem saber, a idéia daqueles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-110962085794271047?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/110962085794271047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=110962085794271047&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110962085794271047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110962085794271047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/02/as-janelas-e-seus-donos.html' title='as janelas e seus donos'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-110882803732019832</id><published>2005-02-19T13:46:00.000-02:00</published><updated>2005-02-19T13:47:17.320-02:00</updated><title type='text'>merchandising</title><content type='html'>À noite, estou novamente no metrô indo para a casa de uma amiga. Em uma estação, sentam-se perto de mim duas senhoras. Uma delas é bem velhinha e pequenina. Seus pés nem conseguem apoiar-se no chão. (Lembro-me agora daquelas fotos de quando eu era criança. Eu sentada no sofá da minha casa da vó e meus pés completamente no ar, não dava nem para dobrar o joelho.) A senhora me chama a atenção, não consigo parar de olhá-la, talvez porque seja muito idosa. Tento distrair o meu olhar com outras coisas e quando volto a observá-la, percebo algo em seu peito que não havia notado antes. Será que ela colocou de propósito ou a bolsa estava escondendo? Era um broche enorme, redondo, escrito: “Aparência mais jovem, pergunte-me como”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-110882803732019832?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/110882803732019832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=110882803732019832&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110882803732019832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110882803732019832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/02/merchandising.html' title='merchandising'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-110882796232622029</id><published>2005-02-19T13:44:00.000-02:00</published><updated>2005-02-19T13:46:02.326-02:00</updated><title type='text'>programa de jóias 2</title><content type='html'>Os programas de jóias também vendem relógios. Enquanto ninguém os compra, observo os ponteiros dourados dos segundos darem suas voltas tran-qui-la-men-te e cosn-tan-te-men-te no relógio apoiado no pulso da mulher da face misteriosa. O programa, apresentado em avançadas horas da noite, seria um excelente sonífero, se não me desse a idéia de escrever este post e me fazer levantar da cama para pegar uma caneta e um bloquinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-110882796232622029?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/110882796232622029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=110882796232622029&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110882796232622029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110882796232622029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/02/programa-de-jias-2.html' title='programa de jóias 2'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-110882786354951309</id><published>2005-02-19T13:43:00.000-02:00</published><updated>2005-02-19T13:44:23.550-02:00</updated><title type='text'>do metrô</title><content type='html'>Fico imaginando essas gincanas que aparecem em programas de TV. Penso que os paulistanos seriam os melhores em uma das modalidades –a dança da cadeira. Eles a praticam diariamente, como posso observar agora na estação Barra Funda em mais um fim de expediente. Quando as portas se abrem, a multidão se espreme e se atropela igual boiada quando é tocada pelos peões para entrar no curral. A agilidade dos paulistanos, para no meio da confusão, encontrar um  lugar vazio é espantosa. Fico feliz quando consigo encontrar um lugar e estar entre os campeões da brincadeira. Mas esta é uma técnica aperfeiçoada com os anos de experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alguns passos para se aprimorar na dança da cadeira dos metrôs&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campeão da dança da cadeira de um dos níveis mais avançados (estação lotada em horário de pico) não pode entrar no primeiro trem que passa. Ele deve deixar os outros passageiros entrarem para ser o primeiro da fila para o próximo trem. Depois disso, deve fazer a seguinte pergunta: “a porta que se abrirá dará para o meio do vagão ou para os cantos?” Se ele estiver na última porta do vagão, por exemplo, talvez compense voltar seu olhar rapidamente para a esquerda, pois tentará achar um lugar no canto, onde terá menos gente para competir com ele. Outra regra básica: o campeão deve distinguir com extrema agilidade as cadeiras laranjas das cinzas. Sentar em uma cadeira cinza pode ser mais fácil, mas pode colocar todo o seu trabalho por água abaixo: é muito provável que você tenha de abandoná-lo para dar lugar a um idoso, uma gestante ou um deficiente físico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-110882786354951309?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/110882786354951309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=110882786354951309&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110882786354951309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110882786354951309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/02/do-metr.html' title='do metrô'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-110882770552193265</id><published>2005-02-19T13:39:00.000-02:00</published><updated>2005-02-20T15:37:36.070-03:00</updated><title type='text'>post místico que poderia ter escrito no dia 9 de fevereiro se meu monitor não tivesse pifado</title><content type='html'>Vejo na TV dragões dançando no meio da multidão. Hoje começa o ano novo chinês. E os repórteres avisam: este é o ano do galo. Meu signo no horóscopo chinês é galo. Tenho algo para comemorar. Sim, hoje recebi a notícia de que passei no vestibular da USP: Letras - noturno. Talvez seja coincidência ou um sinal para eu escolher chinês como língua estrangeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-110882770552193265?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/110882770552193265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=110882770552193265&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110882770552193265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110882770552193265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/02/post-mstico-que-poderia-ter-escrito-no.html' title='post místico que poderia ter escrito no dia 9 de fevereiro se meu monitor não tivesse pifado'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-110694845603027747</id><published>2005-01-28T19:39:00.000-02:00</published><updated>2005-01-28T19:50:03.940-02:00</updated><title type='text'>enquete </title><content type='html'>"Eu já tive coragem de fazer um piercing"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquete 2 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não tive coragem de tirá-lo"&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-110694845603027747?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/110694845603027747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=110694845603027747&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110694845603027747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110694845603027747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/01/enquete.html' title='enquete '/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-110694834136602711</id><published>2005-01-28T19:38:00.000-02:00</published><updated>2005-02-20T15:36:16.846-03:00</updated><title type='text'>vê o que se quer</title><content type='html'>Na entrada da empresa, encontrei o João, que ainda não sabia que eu não trabalhava mais lá. Estava chovendo. Eu estava com uma blusa vermelha que talvez combinasse com o meu guarda-chuva bordô. E ele disse: “Nossa, como você está irradiante!” Lá dentro, os que já sabiam da notícia me olhavam em silêncio. Fico imaginando o que pensavam ao me ver: “Olha só a cara dela, que tristinha”. É incrível como as pessoas vêem o que querem ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-110694834136602711?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/110694834136602711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=110694834136602711&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110694834136602711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110694834136602711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/01/v-o-que-se-quer.html' title='vê o que se quer'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-110694828395197425</id><published>2005-01-28T19:36:00.000-02:00</published><updated>2005-01-28T19:48:33.603-02:00</updated><title type='text'>arquivo-morto</title><content type='html'>Na minha última semana de trabalho fui até o arquivo-morto da empresa procurar um documento que havia sido perdido. É um lugar esquecido, talvez poucos funcionários o conheçam. Para chegar lá, é preciso passar por um corredor com várias portas, que geralmente está com todas as luzes apagadas. Então se sobe uma escada de madeira improvisada, sem corrimão, e chega-se no teto do prédio. Lá de cima há uma bela vista da gráfica, das máquinas funcionando, das pilhas de livros e dos funcionários, que nem sequer imaginam que você está lá em cima. &lt;br /&gt;Fiquei parte da tarde naquele lugar meio escuro, empoeirado, junto a lâmpadas quebradas e caixas de vários departamentos. Eu e o silêncio. Às vezes cantava, revirando aquelas pilhas de documentos esquecidos. Ninguém lembrava deles, que um dia foram descartados, ninguém lembrava do arquivo-morto que os abrigava, naquele momento ninguém devia lembrar de mim, misturada à poeira e às caixas velhas. E eu já estava mais próxima do arquivo-morto do que deles. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-110694828395197425?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/110694828395197425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=110694828395197425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110694828395197425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110694828395197425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/01/arquivo-morto.html' title='arquivo-morto'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-110694818913989763</id><published>2005-01-28T19:34:00.000-02:00</published><updated>2005-01-28T19:36:29.140-02:00</updated><title type='text'>currículo paulistano</title><content type='html'>No ano passado cheguei em São Paulo dois dias depois do aniversário da cidade. Peguei apenas os resquícios da festa dos 450 anos. Foi este, então, o primeiro aniversário de São Paulo que acompanhei de perto, e bem de perto por sinal, pois moro a duas ruas da Avenida Paulista, onde acontece uma grande festa.&lt;br /&gt;Saí de casa e vi apenas uma pequena alteração no movimento da região. Algumas barracas de cachorro-quente instaladas nas esquinas, pessoas chegando para o evento e a rota de ônibus desviada: todos passando em frente à minha casa. O céu cinza, nublado.&lt;br /&gt;Entrei no Center 3: movimento normal. “Ué? Cadê a muvuca, a multidão, a confusão, que nem eu vejo na TV? Já sei: quando chegar na Paulista, vou levar um susto, não vai dar nem para andar!” Fui pela Augusta e quando vi a Paulista: deserta! &lt;br /&gt;Percebi que o show era mais distante, lá pela altura do Trianon-Masp. (Que coincidência: no momento em que escrevo toca Adoniram – “Arnesto nos convidou”, Iracema e As mariposa) &lt;br /&gt;E não dava para chegar pela Paulista, pois estava interditada. De longe vi um grande bolo inflável e o palco montado. Me informaram: “tem que ir pela rua de baixo”. Uns pingos já caiam, mas decidi ir andando em direção ao evento, afinal era o meu primeiro aniversário de São Paulo e eu estava em plena Paulista!&lt;br /&gt;Na Alameda Santos, senti melhor o clima da festa. Calçadas forradas de vendedores e um movimento de pessoas que crescia conforme se aproximava a entrada do show. Percorri diversos quarteirões até encontrar a entrada. Um grupo de bêbados batucava e cantava, repassando uma bebida colorida. Um aglomerado de gente tentava passar por uma pequena abertura, como um monte de areia tentando passar por um funil. Infiltrei-me e ao passar para o lado de dentro fui revistada por policiais. A população lá dentro era predominantemente masculina, porém havia também mulheres, velhos e crianças. Em toda a parte, meninas com calças de skatista, mostrando parte da calcinha, ou cueca, como preferirem, com cintos amarrados, tatuagens, piercings e dreads nos cabelos. Colares de sementes enfeitavam pescoços dos mais variados donos. &lt;br /&gt;“Agora, Cidade Negra”, logo ouvi o aviso. “Por que não! Vou ficar para este show”. Dancei e cantei as músicas da adolescência. A chuva ameaçou engrossar, mas vacilou. Não pude mais desprezar o moço que acabara de passar por mim vendendo capas de chuva. Fui atrás dele e garanti a minha. Em boa hora. A chuva despencou depois com toda a vontade e o vocalista incentivava o pessoal a achar legal ficar todo ensopado. E não foi difícil, afinal estamos acostumados a ver na TV aqueles shows onde a platéia toma chuva e continua lá, firme e forte. E depois um repórter dirá: “e nem a chuva espantou a multidão, que comemorava...” &lt;br /&gt;Éramos todos personagens, vibrando cada vez que a chuva aumentava. Estávamos fazendo o nosso papel. Inclusive eu. E posso dizer que foi divertido encarar o personagem que toma chuva no show. Dividindo a mesma experiência com milhares de pessoas ao mesmo tempo. “Vamos gritar, pessoal: Viva São Paulo. EEEEEE”&lt;br /&gt;Depois de levar alguns sustos com o recuo rápido de pessoas por causa das brigas, pensei: “será que a chuva ajuda a inibir ou a provocar brigas? Será que os nervosinhos ficam mais acuados ou ficam com os hormônios a flor da pele, já que estão irritados por estarem molhados? O que os meus cachorros fariam na chuva?” Lembro que uma vez começaram a brigar de arrancar sangue um do outro e jogamos água neles: não adiantou nada. Bem, minha pesquisa sobre a relação entre a chuva e a agressividade ficou sem conclusão. Na verdade, depois eu é que fiquei irritada com a chuva e com os sustos levados por causa das brigas, apesar de terem sido apenas duas. Resolvi ir embora. Não fiquei para o show do Fala Mansa. &lt;br /&gt;Voltei para a casa com uma capa de chuva transparente e uma experiência a mais no meu currículo de paulistana. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-110694818913989763?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/110694818913989763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=110694818913989763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110694818913989763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110694818913989763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/01/currculo-paulistano.html' title='currículo paulistano'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-110694802862373272</id><published>2005-01-28T19:29:00.000-02:00</published><updated>2005-01-28T19:33:48.623-02:00</updated><title type='text'>novo quadro</title><content type='html'>estou criando um novo quadro para o meu blog. Não sei ainda se vai rolar. É o "eu tive coragem" e "eu não tive coragem".&lt;br /&gt;Pelo menos uma participação ele já tem. É esta:&lt;br /&gt;"Eu não tive coragem de comer Yakisoba de rua"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-110694802862373272?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/110694802862373272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=110694802862373272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110694802862373272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110694802862373272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/01/novo-quadro.html' title='novo quadro'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-110668305488930541</id><published>2005-01-25T17:55:00.000-02:00</published><updated>2005-01-25T17:57:34.890-02:00</updated><title type='text'>à capa desta semana</title><content type='html'>O PT deixou a Veja mais burra?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-110668305488930541?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/110668305488930541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=110668305488930541&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110668305488930541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110668305488930541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2005/01/capa-desta-semana.html' title='à capa desta semana'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-110229490234763412</id><published>2004-12-05T22:53:00.000-02:00</published><updated>2005-02-25T19:39:49.503-03:00</updated><title type='text'>programa de jóias</title><content type='html'>Especialistas aconselham não dormir com a televisão ligada, mas para quem gosta da tecla sleep, dou o meu conselho. Depois que comprei um aparelho para o meu apartamento, descobri um ótimo sonífero. São os programas noturnos que vendem jóias. A imagem é quase sempre a mesma: a mão, as orelhas ou o colo de uma mulher. O que varia é a joia que enfeita (ou não) estas partes do corpo desta mulher ou mulheres não identificadas. Muitas nem são bonitas, mas é bom dormir olhando para ouro, brilhantes, esmeraldas e outras coisas do gênero. Relaxante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-110229490234763412?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/110229490234763412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=110229490234763412&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110229490234763412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/110229490234763412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/12/programa-de-jias.html' title='programa de jóias'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109725395158463277</id><published>2004-10-08T13:37:00.000-03:00</published><updated>2004-10-08T13:45:51.583-03:00</updated><title type='text'>gíria</title><content type='html'>Agora pouco vi um cara falar com outro algo do tipo: "Ainda não tenho seu telefone, cabeção". No momento achei normal, mas depois pensei que se nunca tivesse ouvido esta gíria antes, iria estranhar muito. Realmente, da primeira vez que ouvi, estranhei. A imagem de uma pessoa com uma cabeça bem maior do que o normal é esquisita, e é isso o que imaginei nas primeiras vezes em que ouvi esta palavra. Mas agora, acho que estou me  acostumando e "cabeção" daqui a pouco terá  mesmo efeito de "cara", "meu" e de outras mais restritas como "mano", malandro", "campeão", "simpatia", etc.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109725395158463277?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109725395158463277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109725395158463277&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109725395158463277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109725395158463277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/10/gria.html' title='gíria'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109723757570974688</id><published>2004-10-08T09:05:00.000-03:00</published><updated>2005-02-19T13:54:35.596-02:00</updated><title type='text'>ela merece</title><content type='html'>Em frente a uma favela isolada na marginal Tietê um imenso outdoor, como se fosse a voz dos moradores: a foto de uma menina sorridente segurando um cartaz: "Marta, ela merece ficar"&lt;br /&gt;Será que não foi uma idéia infeliz colocar o outdoor justo naquele lugar? Não é nada contra a Marta, mas facilmente alguém pensaria: "Mas por que ela merece ficar? Por causa desta favela? Por que aqueles moradores estão satisfeitos com toda aquela pobreza? Não entendi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109723757570974688?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109723757570974688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109723757570974688&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109723757570974688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109723757570974688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/10/ela-merece.html' title='ela merece'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109723714195943594</id><published>2004-10-08T08:54:00.000-03:00</published><updated>2004-10-08T09:05:41.960-03:00</updated><title type='text'>polícia e perfume</title><content type='html'>Estes dias vi na Paulista uma policial parada em frente a um vendedor ambulante. De imediato pensei que estava fiscalizando. Mas não. Estava mesmo interessada no produto. Eram perfumes. Provavelmente imitações. Achei estranho, pois sempre imaginei as policiais pessoas tão machas, tão machas, que seriam incapazes de se interessar por um perfume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosidade: Ontem vi perto da estação da Luz uma mulher na rua vendendo perfumes em frascos embalados em bandejas de isopor e filme plástico, como presunto.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109723714195943594?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109723714195943594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109723714195943594&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109723714195943594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109723714195943594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/10/polcia-e-perfume.html' title='polícia e perfume'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109723642511918375</id><published>2004-10-08T08:25:00.000-03:00</published><updated>2004-10-18T11:48:17.843-03:00</updated><title type='text'>apito</title><content type='html'>Com esta mudança da empresa, sinto-me cada vez mais uma operária. Como trabalho uma hora a menos do que a maioria dos meus colegas, saio junto com o pessoal da gráfica. Pego o ônibus fretado, no qual tem uma média de 40 homens para 3 mulheres, diferente da turma da vinda, predominantemente feminina e jovem. Na ida, toca algo como Kid Abelha e Djavan. Na volta ouço música sertaneja e gracinhas masculinas. Tem um cara que insiste todo dia em abrir a janela e sempre tem um desavisado atrás que vai tomando vento e passando frio até todos reclamarem para que se feche o vidro. Este pessoal chega às 7h da manhã na empresa e acorda lá pelas 5h ou muito antes.&lt;br /&gt;Eu não acordo tão cedo assim, mas bato ponto, pego ônibus fretado e trabalho ao lado de indústrias como Bunge Alimentos e Roche, e às 17h, quando saio para pegar a condução, ouço um apito na gráfica e observo os funcionários se encaminharem para o vestiário. Então, sozinha, esperando-os chegar, lembro daquela música:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando o apito da fábrica de tecidos&lt;br /&gt;vem ferir os meus ouvidos&lt;br /&gt;eu me lembro de você"&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você é mesmo artigo que não se imita&lt;br /&gt;quando a fábrica apita&lt;br /&gt;faz reclame de você"&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas acontece que enquanto você faz pano&lt;br /&gt;faço junto do piano&lt;br /&gt;estes versos pra você"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não é uma fábrica de panos, e sim de livros, e não deve ter ninguém no piano fazendo versos para mim. Talvez no máximo alguém no violão, quem sabe chamado Noel, mas que usa versos de outros, que pode até ser do Noel Rosa e que pode até ser esta música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*música citada: Três Apitos (Noel Rosa)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109723642511918375?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109723642511918375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109723642511918375&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109723642511918375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109723642511918375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/10/apito.html' title='apito'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109624018118359424</id><published>2004-09-26T20:04:00.000-03:00</published><updated>2004-09-28T09:32:04.806-03:00</updated><title type='text'>mendigos 3</title><content type='html'>Os mendigos do Brás rendem muitos textos. Faz tempo que não os vejo. E isto é estranho, pois encontrava-os todos os dias sempre no mesmo lugar. Vocês que leram meus posts antigos já devem imaginar minhas desconfianças. (As notícias sobre assassinatos de moradores de rua.)&lt;br /&gt;Pelo que lembro, da última vez que os vi, tinham visita. Na calçada, desta vez, havia três sofás e a visita dormia em um deles. Será que os sofás vieram de uma das várias lojas de móveis da Celso Garcia? Não, acho que não. Eram muito velhos.&lt;br /&gt;Pois é, não encontrei mais os moradores da calçada do Brás. Espero que estejam bem. De agora em diante, dificilmente tornarei a vê-los, pois não trabalho mais lá. Nesta segunda iniciei o trabalho em outra sede. Da minha mesa, vejo a rua, e isto é muito bom. Posso ver os caras da borracharia trabalhando , as crianças brincando e os carros passando.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109624018118359424?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109624018118359424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109624018118359424&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109624018118359424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109624018118359424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/09/mendigos-3.html' title='mendigos 3'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109527176458387592</id><published>2004-09-15T15:00:00.000-03:00</published><updated>2011-10-24T21:16:45.324-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mais comentados'/><title type='text'>no alfaiate</title><content type='html'>Durante as férias, quando o ócio começa a tomar conta de mim, começo a ter idéias, como transformar uma calça velha em bermuda, etc. Então resolvi passar no alfaiate do meu pai. Expliquei para ele, mostrei o comprimento, onde seriam feitas as barras, e ele falou: "Pequenininho, né?" Não entendi e dei uma risada sem graça, fingindo que entendia. Depois que deixei o lugar, tive um estalo. Entrei no carro rindo e contei o episódio para o meu pai, que estava me esperando. Entre as risadas, meu pai falava: "Ele imaginou um homenzinho, hahaha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109527176458387592?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109527176458387592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109527176458387592&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109527176458387592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109527176458387592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/09/no-alfaiate.html' title='no alfaiate'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109467706659505916</id><published>2004-09-08T17:53:00.000-03:00</published><updated>2004-09-08T17:57:46.596-03:00</updated><title type='text'>aos visitantes</title><content type='html'>Caros visitantes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desculpem-me pelos dias sem escrever, mas é que não tive muito tempo para pensar em posts nos últimos dias.&lt;br /&gt;Não sei se preciso de mais tempo com os outros ou de mais tempo comigo mesma para ter novas idéias.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109467706659505916?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109467706659505916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109467706659505916&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109467706659505916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109467706659505916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/09/aos-visitantes.html' title='aos visitantes'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109415087717203969</id><published>2004-09-02T15:42:00.000-03:00</published><updated>2011-10-24T21:16:45.324-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mais comentados'/><title type='text'>pontos finalíssimos</title><content type='html'>Quando pequena, tive uma fase em que não podia deixar nenhuma falha de caneta no ponto final. Ele tinha de ser totalmente redondo, completo e maciço. Era realmente chato ter que se preocupar com cada um deles, mas tinha medo de que as palavras fugissem da frase.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109415087717203969?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109415087717203969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109415087717203969&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109415087717203969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109415087717203969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/09/pontos-finalssimos.html' title='pontos finalíssimos'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109408767495291423</id><published>2004-09-01T22:11:00.000-03:00</published><updated>2004-09-03T14:49:18.853-03:00</updated><title type='text'>falsidade</title><content type='html'>Há pessoas que são tão falsas, que fingem fingir ser falsas para esconder sua própria falsidade.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109408767495291423?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109408767495291423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109408767495291423&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109408767495291423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109408767495291423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/09/falsidade.html' title='falsidade'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109381272157636264</id><published>2004-08-31T21:15:00.000-03:00</published><updated>2006-07-20T23:46:07.350-03:00</updated><title type='text'>instituto de beleza vênus</title><content type='html'>Restos de pele, farelo de unha, pelos de pernas, virilha, axila, sobrancelhas e até de bigode, um cheiro de Tietê do desmanchamento das pontes de enxofres dos cabelos devido ao uso dos produtos. Isto é um salão de beleza. Eca!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109381272157636264?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109381272157636264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109381272157636264&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109381272157636264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109381272157636264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/08/instituto-de-beleza-vnus.html' title='instituto de beleza vênus'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109381393893928034</id><published>2004-08-29T21:30:00.000-03:00</published><updated>2004-08-29T18:18:59.983-03:00</updated><title type='text'>necessidades inventadas</title><content type='html'>Já discuti com várias colegas que teimam em acreditar que fazer unha ou se depilar é uma necessidade feminina. Algumas usam o argumento de que é um hábito de higiene, outras chegam a se justificar dizendo que os pelos das pernas incomodam e é praticamente impossível conviver com eles. Nada disso me convence. Daria mais razão a alguém que dissesse que a maior necessidade de cultivar estes hábitos é a vaidade, uma questão estética ou a cobrança da sociedade e a falta de coragem de se impor à ela. &lt;br /&gt;Reconheço que é difícil para uma mulher brasileira usar uma regata quando não depilou as axilas. Conheço meninas que já fizeram isto e viraram alvo de riso para os homens e de crítica para as mulheres.&lt;br /&gt;Mas amigas, não me venham dizer que vocês precisam se depilar ou fazer as unhas, por favor. É tão difícil assim assumir que vocês fazem isto porque gostam, porque se sentem mais bonitas ou porque não conseguem ignorar o preconceito dos outros?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109381393893928034?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109381393893928034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109381393893928034&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109381393893928034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109381393893928034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/08/necessidades-inventadas.html' title='necessidades inventadas'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109381479857011721</id><published>2004-08-29T18:20:00.000-03:00</published><updated>2004-09-01T18:27:27.530-03:00</updated><title type='text'>orkut 2 </title><content type='html'>(visto de um dos ângulos)&lt;br /&gt;Agora os fazendeiros estão fazendo o rastreamento de sua boiada, uma exigência do governo para a exportação.&lt;br /&gt;Os seres humanos também gostam de fazer parte de um sistema de rastreamento. Um deles para mim, é um orkut. Mas isso, eles fazem por conta própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou como rês (...) desta multidão boiada, caminhando a esmo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perguntaram: Você conversa com estas pessoas da sua lista do orkut?&lt;br /&gt;Respondi:&lt;br /&gt;Praticamente não. É como uma carteira onde você guarda as fotos dos seus amigos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109381479857011721?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109381479857011721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109381479857011721&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109381479857011721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109381479857011721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/08/orkut-2.html' title='orkut 2 '/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109356387702165330</id><published>2004-08-26T20:28:00.000-03:00</published><updated>2004-08-26T20:44:37.020-03:00</updated><title type='text'>não, não é papo de sapata</title><content type='html'>Dentre as belezas femininas estampadas nas ruas, em fotos, capas de revistas ou outdoors, uma tem me chamado a atenção há cerca de um mês. De dentro do ônibus, a vejo durante a ida e a volta do trabalho. Na ida ela está em um outdoor da Augusta, e na volta, em um ponto de ônibus da praça da República. É a moça que faz a propaganda para o novo shampoo Seda Guaraná Active. Ela tem um rosto muito bonito. Será que só eu reparei nisto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obs- Acho que os homens já devem ter percebido que as mulheres, além de reparar na beleza dos homens, também reparam na beleza das mulheres, às vezes até com mais intensidade, atenção e precisão. São suas amigas, mas também concorrentes.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109356387702165330?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109356387702165330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109356387702165330&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109356387702165330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109356387702165330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/08/no-no-papo-de-sapata.html' title='não, não é papo de sapata'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109356288306208444</id><published>2004-08-26T20:19:00.000-03:00</published><updated>2004-08-26T20:28:03.063-03:00</updated><title type='text'>mais uma de mendigos</title><content type='html'>Em uma das vezes que minha mãe veio para São Paulo, fomos passear, como de costume, no Bexiga, onde visitamos aquelas maravilhosas padarias com pão e outros produtos italianos. Almoçamos em uma cantina italiana e fomos a pé até a Paulista. No caminho, um homem sentado na calçada também fazia a sua refeição, acho que naquelas embalagens de alumínio para marmita. Interpelou-nos: Servidas? A pergunta foi tão inesperada que respondi automaticamente: "Não, obrigada". Afinal de contas, já estávamos satisfeitas. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109356288306208444?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109356288306208444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109356288306208444&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109356288306208444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109356288306208444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/08/mais-uma-de-mendigos.html' title='mais uma de mendigos'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109335208560812806</id><published>2004-08-24T09:33:00.000-03:00</published><updated>2004-08-24T09:54:45.606-03:00</updated><title type='text'>orkut</title><content type='html'>Tenho certo receio de estar no orkut. Sem que ninguém exigisse eu me cadastrei e coloquei vários dados da minha vida a disposição de quem quiser. Alguns mais exaltados colocam endereço completo, telefone e celular. Agora, através de minhas comunidades, os outros podem descobrir em quais escolas estudei, onde morei, quam são meus amigos ou conhecidos. E através dos meus amigos podem saber mais e mais sobre mim.&lt;br /&gt;E qual o problema disto? Não posso calcular. Mas se um dia eu quiser fugir da cidade, do país, sei lá, talvez não seja difícil me encontrar. Mesmo que eu saia do orkut, não sei se meus dados serão realmente apagados.Eu sei, existem diversas maneiras de me encontrarem, estou dando apenas um exemplo.&lt;br /&gt;Acho que são dúvidas comuns a muitos que fazem conta de e-mail, usam o banco pela internet e outras coisas do tipo. Mas estas informações &lt;strong&gt;teoricamente&lt;/strong&gt; estão guardadas para um grupo restrito. No orkut, não. Estão para qualquer um. Eu mesma já vasculhei a vida de muito gente, a sorte delas é que eu não tenho más intenções.&lt;br /&gt;Poderiam me dizer que os dados que as pessoas deixam no orkut podem ser falsos. Mas qual é a graça de colocar dados falsos em uma comunidade que na prática a única coisa que vale é quem você é ou onde você está?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109335208560812806?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109335208560812806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109335208560812806&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109335208560812806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109335208560812806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/08/orkut.html' title='orkut'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7712882.post-109327621533104889</id><published>2004-08-23T12:45:00.000-03:00</published><updated>2004-08-23T12:50:15.330-03:00</updated><title type='text'>comentários</title><content type='html'>Quem tentou colocar comentários no meu blog, não consegiu. Me disseram que precisavam de uma senha. Que chato!!!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7712882-109327621533104889?l=luciajoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luciajoia.blogspot.com/feeds/109327621533104889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7712882&amp;postID=109327621533104889&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109327621533104889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7712882/posts/default/109327621533104889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luciajoia.blogspot.com/2004/08/comentrios.html' title='comentários'/><author><name>Lúcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10521940028780713768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
