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do metrô

Fico imaginando essas gincanas que aparecem em programas de TV. Penso que os paulistanos seriam os melhores em uma das modalidades –a dança da cadeira. Eles a praticam diariamente, como posso observar agora na estação Barra Funda em mais um fim de expediente. Quando as portas se abrem, a multidão se espreme e se atropela igual boiada quando é tocada pelos peões para entrar no curral. A agilidade dos paulistanos, para no meio da confusão, encontrar um lugar vazio é espantosa. Fico feliz quando consigo encontrar um lugar e estar entre os campeões da brincadeira. Mas esta é uma técnica aperfeiçoada com os anos de experiência.

Alguns passos para se aprimorar na dança da cadeira dos metrôs

O campeão da dança da cadeira de um dos níveis mais avançados (estação lotada em horário de pico) não pode entrar no primeiro trem que passa. Ele deve deixar os outros passageiros entrarem para ser o primeiro da fila para o próximo trem. Depois disso, deve fazer a seguinte pergunta: “a porta que se abrirá dará para o meio do vagão ou para os cantos?” Se ele estiver na última porta do vagão, por exemplo, talvez compense voltar seu olhar rapidamente para a esquerda, pois tentará achar um lugar no canto, onde terá menos gente para competir com ele. Outra regra básica: o campeão deve distinguir com extrema agilidade as cadeiras laranjas das cinzas. Sentar em uma cadeira cinza pode ser mais fácil, mas pode colocar todo o seu trabalho por água abaixo: é muito provável que você tenha de abandoná-lo para dar lugar a um idoso, uma gestante ou um deficiente físico.

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