Os programas de jóias também vendem relógios. Enquanto ninguém os compra, observo os ponteiros dourados dos segundos darem suas voltas tran-qui-la-men-te e cosn-tan-te-men-te no relógio apoiado no pulso da mulher da face misteriosa. O programa, apresentado em avançadas horas da noite, seria um excelente sonífero, se não me desse a idéia de escrever este post e me fazer levantar da cama para pegar uma caneta e um bloquinho.
Minha mãe está em casa esses dias. Foi muito bom chegar em casa e me deparar com a presença dela. Algumas companhias são tão agradáveis que gostaríamos que elas ficassem por muito e muito tempo. Minha mãe, porém, volta esta semana para a nossa cidade. Mas pretendo viajar daqui um tempo e rever a família. No final de semana passado hospedei um cachorrinho maltês de uma amiga, o Shanty. Ele já tinha ficado em casa quando tinha uns seis meses. Desta última vez, completou um ano de idade. Até comprei uma coleira chiquérrima de presente para ele, que veio acompanhada de chaveiro e mais uma coleira de pescoço com um coração pendurado para gravar o nome. Peguei fácil afeição pelo bichinho. Levava-o para passear; quando estava fora, procurava não ficar o dia todo para não deixá-lo tão sozinho. Quando o entreguei aos donos, senti uma tristeza. Não estava encontrando o ossinho de plástico que ele gostava de morder e fiquei procurando-o durante um bom tempo pela casa na presença de seu dono. Quem...
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